PF abre Operação Imprevidência contra fraudes em Instituto de Previdência

PF abre Operação Imprevidência contra fraudes em Instituto de Previdência

Mais de 70 policiais cumprem 30 mandados em Rondônia e em São Paulo contra organização criminosa de empresários, corretores de investimentos, lobistas e servidores públicos que atuaram para viabilizar aplicação de R$ 80 milhões em fundos de investimentos 'podres', como contrapartida pela injeção de valores na campanha de reeleição em Porto Velho.

Julia Affonso, Mateus Ciutinho e Fausto Macedo

12 Dezembro 2016 | 13h34

Foto: PF

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A Polícia Federal, com apoio de auditores da Previdência Social, deflagrou nesta segunda-feira, 12, a Operação Imprevidência, com objetivo de desarticular uma organização criminosa dedicada à prática dos crimes de gestão fraudulenta e corrupção ativa, com atuação junto aos Institutos de Previdência de Porto Velho (IPAM) e também de outros cinco municípios de Rondônia.

As informações foram divulgadas pela Polícia Federal.

A reportagem apurou que um dos alvos da Imprevidência é o ex-secretário municipal de Obras Gilson Nazif, irmão do prefeito de Porto Velho Mauro Nazif (PSB). Gilson Nazif foi levado coercitivamente pela PF para depor.

Um efetivo de 73 policiais federais dá cumprimento a 30 mandados judiciais, sendo 4 de prisão temporária, 19 de busca e apreensão, 7 de condução coercitiva. Os mandados estão sendo cumpridos nos Estados de São Paulo e Rondônia.

A Justiça Federal também determinou o afastamento do Presidente do Instituto de Previdência de Porto Velho (IPAM) e a proibição de cinco investigados frequentar o local.

A investigação apurou que uma organização criminosa, formada por empresários, corretores de investimentos, lobistas e servidores públicos atuou com o fim de viabilizar a realização de aplicação de R$ 80 milhões de reais do IPAM em fundos de investimentos ‘podres’, como contrapartida pela injeção de valores na campanha de reeleição do prefeito de Porto Velho.

Para atingir seu objetivo a organização ‘procurou pressionar e corromper servidores públicos, mediante o oferecimento de propina’.

Segundo a PF, a organização criminosa pretendia captar R$ 250 milhões junto aos institutos de previdência de municípios de Rondônia para investi-los em fundos ‘podres’.

Os investigados vão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta e corrupção ativa.

DISCRIMINAÇÃO DOS MANDADOS:

São Paulo: nas cidades de São Paulo (2 buscas), Campinas (1 condução e 1 busca), Jundiaí (1 prisão temporária e 1 busca), Cajamar (1 prisão temporária, 1 condução e 3 buscas)

Rondônia: nas cidades de Porto Velho (2 prisões temporárias, 4 conduções e 10 buscas), Ji-Paraná (1 condução e 2 buscas).

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