Operação Compensação, da PF, investiga fraude no INSS em Brasília

Operação Compensação, da PF, investiga fraude no INSS em Brasília

Prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 10 milhões (em fevereiro de 2016) o que poderia gerar um rombo no valor de R$ 37 milhões nas contas da Previdência, de acordo com a Federal

Fausto Macedo e Julia Affonso

24 Novembro 2016 | 09h05

Foto: Reprodução/Sindicato dos Delegados da Polícia Federal

Foto: Reprodução/Sindicato dos Delegados da Polícia Federal

A Polícia Federal, em parceria com a Previdência Social, deflagrou nesta quinta-feira, 24, a Operação Compensação. Segundo nota da Federal, estão sendo cumpridos sete mandados judiciais, todos expedidos pela 12º Vara da Justiça Federal no DF. No total 50 policiais federais participam das ações.

A operação tem por objetivo reprimir um esquema que teria cometido crimes contra o INSS no Distrito Federal. O prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 10 milhões (em fevereiro de 2016) o que poderia gerar um rombo no valor de R$ 37 milhões nas contas da Previdência, de acordo com a Federal.

O esquema teria a participação de empresários, um servidor público do INSS e um escritório de contabilidade.


“O modus operandi consistia na utilização de empresas ativas e inativas para o envio de GFIP’s (Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social) extemporâneas, com dados inautênticos acerca de supostos prestadores de serviço autônomos, a chamada categoria 13. Em tais GFIP’s eram inseridas, ainda, informações acerca de supostas compensações de valores de créditos tributários devidos ao Erário, acarretando o “zeramento” (ausência de tributos a recolher aos cofres públicos)”, informa a PF em nota.

Os investigados serão indiciados pelos crimes de estelionato previdenciário (art. 171, §3º, do CP), falsidade ideológica (art. 299 do CP) e organização criminosa (Lei nº art. 12.850, de 2013), com penas que podem variar de 1 a 8 anos.