PF investiga ex-governador de Alagoas por fraude de R$ 33 mi no Canal do Sertão

PF investiga ex-governador de Alagoas por fraude de R$ 33 mi no Canal do Sertão

Operação Caribdis, deflagrada nesta quinta-feira, 30, mira, além de Teotônio Vilela Filho (PSDB), seu ex-secretário de Infraestrutura de Alagoas

Julia Affonso e Fausto Macedo

30 Novembro 2017 | 09h55

Teotônio Vilela Filho. Foto: Ed Ferreira/AE

A Superintendência Regional da Polícia Federal em Alagoas e o Ministério Público Federal abriram nesta quinta-feira, 30, a Operação Caribdis. Dentre os investigados estão o ex-governador Teotônio Vilela Filho (PSDB), ex-presidente nacional do PSDB, seu secretário de Infraestrutura do Estado de Alagoas e também alvos ligados a empresas e órgãos públicos.

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Em nota, a PF informou que estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Federal de Alagoas, em Maceió, na área metropolitana da capital alagoana, além das cidades de Salvador/BA, Limeira/SP e Brasília/DF.

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A ação, de acordo com a PF, tem como objetivo complementar provas colhidas em inquérito policial instaurado para apurar a suposta prática dos crimes de fraude a licitação, desvio de verbas públicas (peculato), corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, todos relacionados à obra do Canal do Sertão Alagoano, mais especificamente os lotes nºs 3 e 4, ambos licitados pelo Governo do Estado de Alagoas (Secretaria de Infraestrutura) na gestão anterior, ilícitos que teriam ocorrido entre 2009 e 2014.

O Supremo Tribunal Federal autorizou a Polícia Federal a utilizar provas decorrentes de colaborações premiadas de pessoas relacionadas à Construtora Norberto Odebrecht no aludido procedimento investigativo. A elas se somaram relatórios do Tribunal de Contas da União, constatando sobrepreço em contrato firmado entre o Governo de Alagoas a referida empresa no montante de R$ 33.931.699,46.

Segundo a PF, a investigação apontou a existência de acordo de divisão de lotes da obra com a Construtora OAS.

Todo o material arrecadado será encaminhado à Superintendência da PF em Alagoas, onde será analisado. A soma das penas máximas atribuídas aos delitos citados pode chegar a 46 anos de prisão.

COM A PALAVRA, TEOTÔNIO VILELA FILHO

O ex-governador Teotonio Vilela Filho tem consciência de que não praticou nenhum crime e que a verdade será restabelecida.

Em coerência com a sua história de vida pessoal e política, o ex-governador assegura ser o maior interessado na elucidação dessas investigações e que continuará à disposição das autoridades, contribuindo no que for preciso.

Assessoria de Comunicação do ex-governador Teotonio Vilela

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