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Para empreiteiras, Paulo Roberto irá entregar esquema das empresas

Redação

22 agosto 2014 | 19:29

Andreza Matais

A decisão do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa de fazer delação premiada foi recebida por representantes de empreiteiras citadas no esquema da Lava Jato com “forte apreensão”. A avaliação é que Paulo Roberto, que coordenava contratos suspeitos da estatal, deve focar suas denúncias nas empreiteras, construtoras e fornecedoras da Petrobrás e menos nos políticos. Do ponto de vista criminal, denúncias contra políticos atraem a atenção da mídia mas não necessariamente ajudam a desvendar o “fluxograma” criminoso. O ex-diretor teria atuado no financiamento de campanhas eleitorais de partidos que o ajudaram a se manter no cargo, como PT, PMDB e PP. O dinheiro viria de contratos de empresas com a Petrobrás arranjados por ele. As duas CPIs que investigam a Petrobrás no Congresso não focaram as investigações nas empreiteiras após base e oposição fazerem um acordo para que fossem blindadas.

Nenhuma das 15 empresas e grandes empreiteiras citadas no inquérito da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que desbaratou o esquema, tiveram seus sigilos quebrados pela CPI. Essa blindagem pode ser quebrada agora caso Paulo Roberto confirme sua intenção de fazer a delação premiada em troca de redução de pena. O Estado apurou que a decisão de trocar de advogado optando por uma criminalista especializada em delação premiada, Beatriz Catta Preta, partiu da família de Paulo Roberto, sem o consentimento de Nélio Machado, que o vinha defendendo até este momento. Paulo Roberto esta preso na Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná.