Pai pede à Justiça que tire da internet imagens do corpo de Cristiano Araújo

Pai pede à Justiça que tire da internet imagens do corpo de Cristiano Araújo

Em petição ao Tribunal de Justiça de Goiás, João Reis Araújo alega que 'imagens chocantes trazem transtornos ao seio familiar'

Julia Affonso e Fausto Macedo

07 Outubro 2015 | 16h53

Foto: Reprodução/Instagram

Foto: Reprodução/Instagram

O pai do cantor Cristiano Araújo – que morreu em um acidente de carro em 24 de junho, em Goiás – protocolou no Tribunal de Justiça do Estado pedido contra as empresas Google, Microsoft, Yahoo e Facebook  para que excluam de seus servidores qualquer imagem do filho durante a necropsia, velório e no local da tragédia. Mais de três meses após a morte do cantor, segundo o pedido de João Reis de Araújo, é possível encontrar em alguns sites imagens e vídeos do acidente e do corpo de Cristiano.

O acidente ocorreu na BR-153, entre o trevo de acesso a Morrinhos e um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), próximo de Goiatuba, a caminho de Goiânia. Araújo e a equipe retornavam de uma festa junina em Itumbiara, no Sul de Goiás. A Range Rover em que viajavam ficou totalmente destruída. A namorada de Cristiano, Alana Morais, também morreu no acidente.

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Para o advogado de direito digital Rafael Maciel, que representa João Reis de Araújo, pai do cantor, a exposição é ato ilícito e, em alguns casos, criminal. “As três primeiras requeridas (Google, Microsoft e Yahoo) estão sendo demandadas para que suprimam links de seus mecanismos de pesquisa, sendo que do Google também é exigida a remoção de vídeos do Youtube e bloqueio de compartilhamento na sua plataforma social Google Plus”, aponta o advogado.

O Facebook, segundo Maciel, é demandado para que bloqueie o conteúdo no Whatsapp e na rede social. “Fato é que todas essas empresas compõem o polo passivo, portanto, detêm a capacidade técnica para atender a demanda ajuizada. Não se procura, nessa ação, responsabilizar tais empresas pelos conteúdos divulgados por terceiros”, destaca.

O advogado alegou que João Reis de Araújo evita acessar a internet, uma vez que “mesmo uma busca simples pelo nome do seu filho, o que salta aos olhos é o material repugnante”. Acrescenta que outros parentes, inclusive menores, não raras vezes também são surpreendidos com as “imagens chocantes, trazendo transtornos ao seio familiar”.

“A cada minuto em que o conteúdo permanece online, a lesão à personalidade do filho de João Reis de Araújo é majorada, seja pelo aumento do número de potenciais expectadores ou mesmo pela possibilidade de aumentar ainda mais os lugares onde há a exposição do material ofensivo. Desta forma, faz-se necessária a máxima remoção do conteúdo”, assinala Rafael Maciel.

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