Na carona do operador do PSDB, outro ex-executivo da Dersa quer liberdade

Após Paulo Vieira de Souza conseguir habeas corpus do ministro do Supremo, Geraldo Casas Vilela, acusado de ameaçar testemunhas em processo da Lava Jato, requer extensão do benefício

Luiz Vassallo

13 Maio 2018 | 05h26

Após o ministro Gilmar Mendes conceder habeas corpus ao ex-diretor de engenharia da Dersa, Paulo Vieira de Souza, outro ex-executivo da empresa encarcerado no âmbito da Lava Jato pediu a extensão do benefício.

Geraldo Casas Vilela, que foi chefe da área de Assentamento, é um dos denunciados – com Vieira de Souza e outros três investigados – pela força-tarefa da Operação Lava Jato por supostos desvios de R$ 7,7 milhões de obras do trecho sul do Rodoanel, do prolongamento da avenida Jacu Pêssego e da Nova Marginal Tietê, na região metropolitana de São Paulo.

Casas Vilela e Paulo Vieira de Souza tiveram a prisão decretada pela juíza Maria Isabel do Prado, da 5.ª Vara da Justiça Federal de São Paulo no dia 6 de abril.

Nesta sexta-feira, o ministro Gilmar Mendes suspendeu o decreto de prisão de Paulo Vieira de Souza. Também adiou seu depoimento à Justiça Federal de São Paulo.

“Considerando que decreto prisional atacado por este Habeas Corpus também determinou a prisão preventiva do ora Requerente valendo-se dos exatos motivos utilizados em face de PAULO VIEIRA DE SOUZA, (doc. nº 02), com base no artigo 580 do Código de Processo Penal, requer-se sejam os efeitos da liminar concedida ao paciente Sr. PAULO VIEIRA DE SOUZA estendidos a este Requerente, Sr. JOSÉ GERALDO CASAS VILELA”, afirmam os advogados de Vilela.

COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA FERNANDO ARANEO, DEFENSOR DE GERALDO CASAS

O criminalista Fernando Araneo, que defende Geraldo Casas, argumenta que a situação do ex-chefe de departanmento da Dersa é idêntica à do ex-diretor Paulo Vieira de Souza. “A situação de Casas era idêntica a de Paulo, segundo o pedido de prisão e o decreto prisional. Por essa razão é de rigor que ele também seja colocado em liberdade”, afirma Fernando Araneo.