Ousadia de Nuno Cobra ‘não tem limites’, diz juíza

Ousadia de Nuno Cobra ‘não tem limites’, diz juíza

Raecler Baldresca mandou prender o preparador físico por violação sexual

Julia Affonso e Fausto Macedo

11 Setembro 2017 | 17h10

Nuno Cobra. Foto: Evelson de Freitas/AE

A juíza Raecler Baldresca, da 3.ª Vara Federal Criminal de São Paulo, afirmou no decreto de prisão de Nuno Cobra que a ousadia do preparador físico ‘não tem limites. Nuno Cobra foi capturado nesta segunda-feira, 11.

O preparador físico ganhou destaque pelo trabalho com o piloto Ayrton Senna. O tricampeão mundial se notabilizou por ser um dos primeiros competidores do automobilismo a investir no cuidado físico, com uma rotina intensa de exercícios e corridas, além da preparação mental. A convivência fez os dois se tornarem amigos e motivou, inclusive, a Cobra a escrever o livro “A Semente da Vitória”.

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A ordem de prisão foi dada em sentença que condenou Nuno Cobra por violação sexual em 6 de setembro. Um dia antes, o Ministério Público Federal havia requerido a custódia preventiva do preparador físico, ‘sob fundamento da garantia da ordem pública’.

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A Procuradoria da República, em São Paulo, relatou à juíza que ‘mesmo após ser processado e logo depois de ser interrogado em audiência’, em 14 de junho deste ano, Nuno Cobra ‘teria continuado a praticar os mesmos atos pelos quais foi acusado e condenado’.

Segundo Raecler Baldresca, o comportamento do preparador físico ‘se revelou extremamente inadequado em relação ao juízo’ durante a audiência.

“Não tendo sido adotadas providências naquele momento em face do encerramento da instrução processual e porque se concluiu erroneamente que se tratou de um incidente isolado, provocado pela tensão do momento. Entretanto, após a notícia de novo crime praticado dias após aquela audiência, entendo que a ousadia do réu não tem limites, o que exige sua retirada do convívio em sociedade até que os fatos narrados sejam apurados”, anotou a juíza.

Para Raecler Baldresca, ‘a segregação cautelar do acusado (Nuno Cobra) é medida de urgência’.

“Presentes os requisitos da segregação cautelar necessária para a garantia da ordem pública, entendo que o acusado não poderá recorrer em liberdade, razão pela qual defiro o pedido do Ministério Público Federal e decreto a prisão preventiva de Nuno Cobra”, ordenou a juíza. “Expeça-se o respectivo mandado de prisão.”

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