Operação Pripyat aponta o ‘poder devastador da corrupção’

Operação Pripyat aponta o ‘poder devastador da corrupção’

Ouça a entrevista em que delegados e procuradores relatam como operou o esquema de propinas na Eletronuclear nas obras de Angra 3

Julia Affonso, Ricardo Brandt, Vitor Tavares e Mateus Coutinho

07 Julho 2016 | 03h00

Foto: Fábio Motta/Estadão

Foto: Fábio Motta/Estadão

Os investigadores da Operação Pripyat constataram o ‘poder devastador da corrupção em relação aos recursos públicos’.

OUÇA COMO A PROPINA DE ANGRA 3 FOI DISTRIBUÍDA:

Nesta quarta-feira, 6, a Pripyat – fatiamento da Lava Jato – prendeu dez suspeitos de envolvimento em um esquema de propinas milionárias instalado na Eletronuclear nas obras de Angra 3.

[veja_tambem]

Pelo menos R$ 48 milhões foram distribuídos para ex-dirigentes do alto escalão da estatal e políticos.

O ex-presidente da Eletronuclear, almirante Othon Luís Pinheiro, e cinco outros ex-executivos pegaram R$ 26,4 milhões, pagos pela empreiteira Andrade Gutierrez.

Em entrevista coletiva à imprensa, delegados da Polícia Federal e procuradores da República que integram a força-tarefa da Pripyat revelaram passo a passo como rastrearam as propinas milionárias na Eletronuclear.