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João Santana

Acarajé mira em controladores de contas secretas da Odebrecht que fugiram do País

Por Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Andreza Matais

22/02/2016, 09h35

   

Procuradores da força-tarefa da nova fase da Lava Jato apontam que Hilberto Mascarenhas e Fernando Miggliaccio da Silva saíram do Brasil logo após a deflagração da Erga Omnes, em 19 de junho de 2015, quando foi preso Marcelo Bahia Odebrecht

Prédio da Odebrecht em São Paulo. Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Prédio da Odebrecht em São Paulo. Foto: Paulo Whitaker/Reuters

O Ministério Público Federal informou nesta segunda-feira, 22, que o avanço das investigações que culminaram com a deflagração da Operação Acarajé, 23.ª fase da Lava Jato, revelou ‘novas provas do possível envolvimento do empresário Marcelo Bahia Odebrecht em novos crimes graves, e de que tinha controle sobre os pagamentos feitos no exterior por meio de offshores, as quais ele geria por intermédio pessoas a ele subordinadas e ligadas, direta ou indiretamente, à Odebrecht’.

Odebrecht está preso desde 19 de junho de 2015, quando foi desencadeada a etapa Erga Omnes, da Lava Jato.

Acarajé mira em Hilberto Mascarenhas Alves Silva Filho e Luiz Eduardo Rocha Soares, supostos controladores de contas secretas da Odebrecht. “Suspeita-se que Hilberto Mascarenhas Alves Silva Filho e Luiz Eduardo Rocha Soares, os quais tiveram vínculo formal com a Odebrecht, controlam, em conjunto com outras pessoas, como Fernando Miggliaccio da Silva, a utilização das contas offshores que fizeram pagamentos ocultos no exterior por ordem do Grupo Odebrecht.”

Segundo os procuradores da Acarajé, ‘dentre essas contas usadas estavam as da Klienfeld e da Constructora del Sur’.

“Há indicativos de que Luiz Eduardo e Fernando Migliaccio chegaram a se evadir do País pouco tempo após as buscas e apreensões feitas sobre a empresa em 19 de junho de 2015, suspeitando-se que no caso de Fernando isso tenha acontecido por orientação superior da empresa, a qual pagou suas despesas de mudança e manutenção no exterior.”

COM A PALAVRA, A ODEBRECHT :

“A Odebrecht confirma operação da Polícia Federal em escritórios de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, para o cumprimento de mandados de busca e apreensão. A empresa está à disposição das autoridades para colaborar com a operação em andamento.”

 

 

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