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Lilian Venturini

11 Abril 2014 | 23h46

Fausto Macedo 

 

A segunda etapa da Operação Lava Jato alcançou aliados da doleira Nelma Kodama, que já foi próxima de Alberto Youssef. Em São Paulo, a Polícia Federal se dividiu em duas missões sobre lavagem de dinheiro não relacionadas à Petrobrás. Em uma os policiais fizeram buscas na casa de um filho do ex-juiz João Carlos da Rocha Mattos.

O rapaz é suspeito de estar associado a Nelma na “atividade ilegal” – ele teria agido em parceria com a doleira em remessas de valores para o exterior.

Em outra tarefa, a PF cumpriu dois mandados de prisão. Um alvo é gerente de banco, apontado como elo de Nelma com clientes do mercado paralelo da moeda americana.

Nelma foi presa pela Lava Jato na madrugada de 15 de março, com 200 mil na calcinha, quando tentava embarcar no vôo TAM JJ 806 para Milão, na Itália.

Ela alegou que iria comprar “móveis em antiquários”. Declarou também que parte do dinheiro era dela e outra parte era de “clientes”, dos quais não disse o nome. Nelma foi concunhada de Rocha Mattos, condenado na emblemática Operação Anaconda, deflagrada em 2003 para combater suposto esquema de venda de sentenças judiciais.

Através da interceptação de e-mails e telefonemas de Nelma e Youssef a PF descobriu “disputa patrimonial” entre os dois doleiros que, antes mantiveram “relacionamento comercial intenso”.

 

 

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