Operação Hefesta apreende R$ 300 mil em dinheiro e carros de luxo

Operação Hefesta apreende R$ 300 mil em dinheiro e carros de luxo

Polícia Federal faz buscas em nove cidades para apurar fraudes envolvendo as obras do Museu do Trabalhador, em São Bernardo do Campo; valores pertencem a empresários

Fabio Serapião, Fausto Macedo, Fabio Fabrini e Mateus Coutinho

13 Dezembro 2016 | 10h36

Deflagrada nesta manhã para apurar as suspeitas de desvios de R$ 11 milhões nas obras do Museu do Trabalhador, em construção em São Bernardo do Campo para homenagear o movimento sindical do ABC paulista que deu projeção ao ex-presidente Lula, a Operação Hefesta apreendeu R$ 300 mil em dinheiro em espécie com os empresários investigados, além de carros de luxo..

A Justiça Federal em São Bernardo do Campo decretou ainda a prisão temporária de três secretários do município: Alfredo Buso, de Obras, Osvaldo de Oliveira Neto,  de Cultura, e Sérgio Buster, subsecretário de Obras. Também foram expedidos mandados contra cinco empresários que teriam participado do esquema.

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Também estão sendo cumpridos 8 mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a depor pela PF) e de 8 mandados de busca e apreensão.

O cumprimento dos mandados ocorre em 9 cidades brasileiras, simultaneamente: São Paulo, São Bernardo do Campo, Brasília, Santana do Parnaíba, Santos, São Vicente, Rio de Janeiro, Barueri e Brasília.

Segundo o Ministério Público Federal, um inquérito policial foi aberto pela Polícia Federal em 2015, dois anos após o MPF em São Bernardo do Campo ter iniciado as investigações em um inquérito civil público.

Ao todo, 60 policiais federais e 10 servidores da Controladoria Geral da União cumprem os 32 mandados expedidos pela 3ª Vara Federal de São Bernardo do Campo. O inquérito foi instaurado pela PF a partir de informações divulgadas pela imprensa em novembro de 2014, indicando atraso e possíveis fraudes na construção daquele museu.O nome Hefesta remete ao deus grego Hefesto, do trabalho e da metalurgia.

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Segundo a PF, a investigação aponta o desvio de recursos provenientes de projetos da Lei Rouanet e convênios do Ministério da Cultura com a prefeitura municipal. Há indícios de superfaturamento de projetos, subcontratação ilegal de empresas sem licitação e duplicidade de objetos nos projetos de captação. A obra iniciou-se em 2012 e estava prevista para durar 9 meses, mas até hoje não foi concluída.

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COM A PALAVRA, A PREFEITURA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO:

“A Prefeitura de São Bernardo do Campo é a maior interessada em que tudo seja esclarecido e está à disposição das autoridades competentes para fornecer as informações necessárias. A Prefeitura tem certeza que nenhum desvio institucional foi cometido nesta obra.”