Operação da PF investiga fraudes em fundos de pensão Postalis e Serpros

Operação da PF investiga fraudes em fundos de pensão Postalis e Serpros

Agentes cumprem dez mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão na Operação Rizoma

Redação

12 Abril 2018 | 07h07

Marcelo Sereno, 14/05/2009 Foto: MARCOS D’PAULA/AGENCIA ESTADO/AE

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 12, a operação Rizoma, mais um desdobramento da Lava Jato do Rio de Janeiro, que investiga os crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Cento e quarenta agentes estão nas ruas no Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo para cumprir dez mandados de prisão preventiva e outros e 21 mandados de busca e apreensão.

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Entre os alvos da operação está Arthur Pinheiro Machado, apontado como operador e criador da Nova Bolsa e preso em São Paulo, segundo a PF. Além dele, também são alvo o lobista Milton Lyra, citado em operações anteriores como operador de políticos, e Marcelo Sereno, ex-secretário nacional de comunicação do PT.

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A ação, liderada pelo Ministério Público Federal (MPF), é contra suspeitos de participar de um esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propina para gestores dos fundos de pensão dos Correios (Postalis) e do Serpro, empresa pública de tecnologia da informação (Serpros).

O MPF aponta que valores oriundos dos fundos de pensão eram enviados para empresas no exterior gerenciadas por um operador financeiro brasileiro. As remessas, apesar de aparentemente regulares, referiam-se a operações comerciais e de prestação de serviços inexistentes.

Em seguida, os recursos seriam pulverizados em contas de doleiros também no exterior, que disponibilizavam os valores em espécie no Brasil para suposto pagamento de propina.

Segundo a PF, a Rizoma é um desdobramento das operações Eficiência e Unfair Play 1º Tempo. A maior parte dos mandados foi cumprido no Rio de Janeiro (seis preventivas e 16 de buscas). O Distrito Federal teve cinco mandados (dois preventivos e três buscas) e São Paulo outros quatro (dois preventivos e dois de busca).

A reportagem busca contato com as defesas dos envolvidos. O espaço está aberto para manifestação.

COM A PALAVRA, OS CRIMINALISTAS PIERPAOLO BOTTINI E ALEXANDRE JOBIM, DEFENSORES DE MILTON LYRA
“A defesa do empresário Milton Lyra informa que seu cliente já havia se colocado à disposição da Justiça do Distrito Federal, que apura o caso, para esclarecimento dos fatos. Ao tomar conhecimento da decisão da Justiça do Rio de Janeiro, prontamente, por meio de seus advogados, o empresário entrou em contato com a Polícia Federal para apresentar-se. A defesa assevera ainda que as atividades profissionais do empresário são lícitas, o que já foi comprovado em diversas oportunidades, e que seu cliente está e sempre esteve à disposição para colaborar com a Justiça e com a investigação.”
Pierpaolo Bottini e Alexandre Jobim

COM A PALAVRA, A DEFESA DE ARTHUR PINHEIRO MACHADO E PATRÍCIA IRIARTE

“A defesa de Arthur Pinheiro Machado e de Patricia Iriarte refuta, de forma veemente, qualquer relação entre os empresários e atos ilícitos. Informa que ambos sempre agiram no mais absoluto respeito à legislação e que não compactuam com práticas ilegais.”