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O PSDB precisa se posicionar sobre ‘Moita’, diz Edson Aparecido

O PSDB precisa se posicionar sobre ‘Moita’, diz Edson Aparecido

Chefe da Casa Civil de Alckmin cobra do partido uma apuração da Comissão de Ética acerca do envolvimento de seu ex-braço direito com organização que fraudava licitações da merenda

Pedro Venceslau

01 Fevereiro 2016 | 06h00

O secretário-chefe da Casa Civil Edson Aparecido (governo Geraldo Alckmin). Foto: ESTADÃO

O secretário-chefe da Casa Civil Edson Aparecido (governo Geraldo Alckmin). Foto: ESTADÃO

O secretário-chefe da Casa Civil Edson Aparecido, do governo Geraldo Alckmin, cobra que o PSDB faça sua própria apuração interna sobre seu ex-chefe de gabinete Luiz Roberto dos Santos, o “Moita”, apontado nas investigações da Operação Alba Branca como beneficiário de propina no esquema de corrupção e superfaturamento na venda de produtos agrícolas para merenda de escolas de prefeituras e Estado.

“O PSDB precisa se posicionar. Da nossa parte, o que tinha que ser feito do ponto de vista da responsabilidade jurídica nós fizemos e o caso está na Corregedoria”, disse Edson Aparecido ao Estado.

Quase duas semanas depois da deflagração da Operação Alba Branca a legenda do governador Alckmin ainda não abriu ou sinalizou que abrirá qualquer tipo de procedimento interno em sua Comissão de Ética para avaliar o caso envolvendo “Moita”. Nas gravações interceptadas pela Polícia Civil, o ex-assessor, que é um militante histórico do PSDB, tenta reiteradas vezes demonstrar que tem trânsito livre no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

“O envolvimento dele foi uma surpresa completa. O “Moita” tinha um papel burocrático na secretaria. Ele era responsável pelo trânsito do papel e não tinha interlocução nenhuma com o governador e os secretários. Ele nunca nem entrou no gabinete do governador”, afirma Edson Aparecido. Segundo o secretário da Casa Civil, a indicação de “Moita” para o cargo foi “do partido”.

A história de “Moita” no PSDB começou nos primórdios do partido, em 1988, quando a sigla foi fundada e ele ingressou na juventude tucana na Baixada Santista, onde era correligionário do ex-governador Mário Covas (1995/2001).

Nascido em Mongaguá, onde vive até hoje, “Moita” tornou-se rapidamente um importante quadro do partido na região. Apontado como “bonachão” e “engraçado” pelos colegas e tucanos, ele viveu seu apogeu político na gestão anterior de Alckmin, quando foi chefe de gabinete do então secretário de Transportes, Jurandir Fernandes.

Depois de flagrado nas escutas da Operação Alba Branca, “Moita” foi exonerado da Casa Civil e voltou para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), onde é funcionário de carreira há 16 anos.

“Moita” não respondeu aos contatos da reportagem. A assessoria da estatal não soube informar em que área ele estaria atuando.

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