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‘O projeto da cozinha do chefe está pronto’ diz executivo da OAS no WhatsApp

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‘O projeto da cozinha do chefe está pronto’ diz executivo da OAS no WhatsApp

Segundo revista 'Veja', 'chefe' é Lula e 'Madame' é Marisa Letícia nas mensagens trocadas entre diretor e ex-presidente da empreiteira que reforçam suspeitas de ligação do casal com sítio de Atibaia e tríplex do Guarujá

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Redação

20 Fevereiro 2016 | 05h00

Ex-presidente da construtora OAS Léo Pinheiro. FOTO: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Ex-presidente da construtora OAS Léo Pinheiro. FOTO: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Mensagens trocadas pelo WhatsApp entre o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, e o executivo da empresa Paulo Gordilho reforçam suspeitas de ligação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher, Marisa Letícia, com o sítio de Atibaia, no interior de São Paulo, e o tríplex no condomínio Solaris, no Guarujá.

A informação foi revelada pela revista Veja em sua edição deste fim de semana e confirmada pelo Estado com autoridades da Operação Lava Jato. Os textos, de fevereiro de 2014, indicam que Gordilho e Léo Pinheiro, este ainda na presidência da OAS, estavam empenhados em concluir um projeto de instalação de cozinha que, na avaliação dos investigadores, seria a do sítio Santa Bárbara, em Atibaia, e também a do apartamento no litoral – ambas propriedades atribuídas ao petista e sua família, o que é negado pelos advogados dele.

“O projeto da cozinha do chefe está pronto. Se (puder) marcar com a Madame pode ser a hora que quiser”, escreveu Gordilho.

“Amanhã às 19 hs vou confirmar, seria bom tb ver se o do Guarujá está pronto”, respondeu Léo Pinheiro.

“O do Guarujá está pronto”, devolveu Gordilho.

“Em princípio, amanhã às 19 hs”, anotou Léo Pinheiro.

Segundo a revista, os investigadores consideram que “chefe” é uma referência a Lula e “Madame” uma citação a Marisa Letícia.

Estas e muitas outras mensagens foram resgatadas pela Operação Lava Jato em dois aparelhos celulares do empreiteiro.

Léo Pinheiro foi preso pela Polícia Federal em novembro de 2014, na Operação Juízo Final, etapa da Lava Jato que pegou alguns dos maiores construtores do País como integrantes de um cartel que se apossou de contratos bilionários da Petrobrás entre 2004 e 2014. O empreiteiro foi condenado a 16 anos e quatro meses de reclusão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A força tarefa da Lava Jato e também o Ministério Público de São Paulo suspeitam que a OAS bancou reformas do tríplex 164-A do Solaris e do Santa Bárbara.

Depoimentos de engenheiros que trabalharam nos dois locais indicam que Marisa Letícia queria celeridade nas obras.

Em outro trecho das mensagens, Gordilho pergunta a Léo Pinheiro se a reunião estava confirmada. “Vamos sair a que horas?”. E Léo Pinheiro respondeu. “O Fábio ligou desmarcando. Em princípio será às 14 hs na segunda. Estou vendo, pois vou para Uruguai.”

Segundo Veja, os investigadores supõem que Fábio é Fábio Luís, o Lulinha, filho mais velho do ex-presidente.

As mensagens mostram que o empreiteiro estava muito empenhado e fazia questão de ter controle sobre cada fase da reforma. Quando havia alterações no projeto original, ele era avisado. “A modificação da cozinha que te mandei é optativa. Puxando e ampliando para lateral. Com isto (sic) fica tudo com forro de gesso e não esconde a estrutura do telhado na zona da sala”, escreveu Gordilho, supostamente referindo-se ao sítio de Atibaia.

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