O delator é um ‘mentiroso contumaz’, afirma Duque na CPI

O delator é um ‘mentiroso contumaz’, afirma Duque na CPI

Ex-diretor de Serviços da Petrobrás, elo do PT no esquema de propinas na Petrobrás, ataca Augusto Mendonça, que o acusa de ter pedido 'contribuições' para o partido

Redação

02 Setembro 2015 | 12h14

Foto: Ricardo Brandt/Estadão

Foto: Ricardo Brandt/Estadão

Atualizada às 13h47

Por Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba

O engenheiro Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobrás, preso na Operação Lava Jato, afirmou nesta quarta-feira, 2, na CPI que investiga corrupção na estatal, que o delator Augusto Mendonça ‘é um mentiroso contumaz’. Duque e o delator estão frente à frente em audiência de acareação na CPI da qual também participa o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso na Lava Jato.


Duque e Vaccari permanecem em silêncio, alegando orientação de seus advogados. Mas o ex-diretor de Serviços da Petrobrás repetiu inúmeras vezes que o delator ‘é um mentiroso’.

Mendonça confirmou aos deputados da CPI que fez ‘contribuições’ ao PT – valores tirados da propina que afirma ter pago a Duque. A pedido do então diretor de Serviços da Petrobrás, Mendonça disse que procurou Vaccari para ajustar os repasses.

“Ele (Mendonça) é um mentiroso, ele sabe disso”, reafirmou Duque, olhando fixamente para o delator. “Não consegue provar nada porque ele não tem nada para provar, porque ele mente.”

Augusto Mendonça respondeu a Duque. “Não sou nem mentiroso nem ladrão. Não vim aqui para entrar nas provocações do senhor Duque”, disse o delator.