O decano sai em defesa das flechadas de Janot

O decano sai em defesa das flechadas de Janot

No histórico julgamento desta quarta, 13, em que o Plenário do Supremo negou por unanimidade suspeição do procurador-geral da República suscitada por Temer, ministro mais antigo da Corte destaca 'implacável' ação do chefe do Ministério Público Federal contra delinquentes que atentam contra o Estado

Luiz Vassallo, Julia Affonso e Fausto Macedo

14 Setembro 2017 | 05h00

O decano do STF, ministro Celso de Mello. Foto: André Dusek/Estadão

Em meio ao histórico julgamento em que, por unanimidade, o Plenário do Supremo Tribunal Federal aniquilou a suspeição de Rodrigo Janot, suscitada pelo presidente Michel Temer, o ministro Celso de Mello, decano da Corte, saiu em defesa aberta do procurador-geral da República.

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 Os ministros presentes à sessão entenderam que não foi comprovada inimizade capital para permitir a declaração de suspeição do procurador-geral, enfim liberado para eventual nova flechada na direção do presidente.


Celso de Mello disse. “Não posso deixar de reconhecer a atuação responsável e independente do eminente senhor procurador-geral da República, dr. Rodrigo Janot, que tem exercido a chefia do Ministério Público da União com grande seriedade, atento aos gravíssimos encargos que incidem sobre o Ministério Público, notadamente em situações que envolvem implacável e necessária persecução estatal movida em face de delinquentes que, em contexto de criminalidade organizada, atentam contra o ordenamento positivo do Estado brasileiro, praticando delitos que têm ultrajado a consciência e desrespeitado o sentimento de decência do povo de nosso País.”