‘O cidadão de bem se sente afrontado e desafiado pela corrupção’, diz Laurita

‘O cidadão de bem se sente afrontado e desafiado pela corrupção’, diz Laurita

Ministra presidente do Superior Tribunal de Justiça conclama magistrados, procuradores e advocacia a formar 'frente de combate' aos malfeitos

Breno Pires, Amanda Pupo e Fábio Serapião

08 Março 2018 | 16h58

Ministra Laurita Vaz. Foto: Gustavo Lima

A ministra Laurita Vaz, presidente do Superior Tribunal de Justiça, disse nesta quinta-feira, 8, que ‘o cidadão de bem deste país está se sentindo afrontado e ao mesmo tempo desafiado por essa sequência de revelações de corrupção em vários segmentos da sociedade’.

Segundo Laurita, a atuação conjunta de magistrados, membros do Ministério Público e advocacia é imprescindível, pois chegou o momento de o país ‘encarar suas chagas e trabalhar para curá-las’.
“A sociedade brasileira conta com essa frente de combate, esperançosa por mudanças.”

A ministra falou na cerimônia de lançamento da 15.ª edição do Prêmio Innovare, no STJ.

Ela destacou a importância do evento que identifica, premia e divulga iniciativas inovadoras para a modernização, qualificação e democratização do sistema judicial brasileiro.

Em 2018, o prêmio dará destaque a iniciativas de prevenção e combate à corrupção ou que busquem dar mais transparência ao poder público.

As inscrições podem ser feitas em seis categorias: Tribunal, Juiz, Ministério Público, Defensoria Pública, Advocacia e Justiça e Cidadania – esta última aberta a qualquer pessoa, organização ou empresa.

Os interessados em apresentar práticas inovadoras, que beneficiem a Justiça, devem acessar o site do Instituto Innovare até o dia 30 de abril para fazer a inscrição.

Os projetos serão avaliados por uma comissão julgadora composta por 31 jurados, entre ministros do Supremo Tribunal Federal e do STJ, desembargadores, promotores, juízes, defensores, advogados e outros profissionais.

A procuradora-geral da República Raquel Dodge e a cientista política e diretora de Pesquisas Jurídicas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Maria Tereza Sadek também farão parte da comissão neste ano.

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