Núcleo duro da Lava Jato se reúne no Rio para discutir novas estratégias

Procuradores federais de Curitiba, Rio, São Paulo e PGR vão se encontrar na próxima segunda-feira, 27, para definir compartilhamento de experiências de investigação

Luiz Vassallo e Julia Affonso

24 Novembro 2017 | 18h34

Procuradores do Ministério Público Federal que integram as forças-tarefas relacionadas à Operação Lava Jato em Curitiba, Rio, São Paulo e Procuradoria Geral da República vão se reunir na Procuradoria da República no Rio nesta segunda-feira, 27. O objetivo é o compartilhamento de experiências de investigação e a definição de estratégias de atuação conjunta.

A Lava Jato é a maior iniciativa de combate à corrupção e lavagem de dinheiro da história do Brasil.

A operação foi deflagrada em março de 2014 em Curitiba a partir da investigação de quatro organizações criminosas lideradas por doleiros.

Atualmente, há forças-tarefas constituídas no Paraná, Rio, Brasília e São Paulo, além do grupo de trabalho que assessora a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Hoje, as investigações alcançam desvios vultuosos de recursos públicos em contratos da Petrobrás, da usina nuclear de Angra 3 e do Estado do Rio, entre outras frentes de investigação.

No Paraná, a investigação já conta com 47 fases, enquanto no Rio são 17. Nos dois estados já são 144 condenados a penas que somam 2.130 anos de prisão.

Em três anos e meio, cerca de 130 denúncias foram ajuizadas pelas quatro equipes contra mais de 500 acusados. R$ 1,28 bi foram recuperados por meio de 293 acordos de colaboração firmados a partir das investigações nas cinco unidades do Ministério Público Federal.

Em São Paulo, há três ações penais em curso resultantes da Operação Custo Brasil e uma força-tarefa aprofunda a investigação sobre fatos surgidos a partir das delações da Odebrecht, com mais de 20 procedimentos instaurados.