‘Nossos corpos ficam ameaçados’, disse Marielle na noite em que foi assassinada

‘Nossos corpos ficam ameaçados’, disse Marielle na noite em que foi assassinada

Na roda de conversa que organizou na Lapa pouco antes de ser morta no Rio, a vereadora falou a um grupo de mulheres negras sobre a violência na cidade e sugeriu que seus eventos e atividades 'nunca passem de nove horas'

Julia Affonso e Luiz Vassallo

15 Março 2018 | 19h40

Reprodução

A vereadora Marielle Franco (PSOL) afirmou a um grupo de mulheres negras, pouco antes de ser assassinada, que ‘ nossos corpos’, ‘transitar’ e ‘mobilidade’ estão ‘sempre ameaçados’ diante da onda de violência no Rio. Na roda de conversa que organizou na Lapa, ela falou da intervenção militar na Vila Keenedy, ‘mas é a cidade toda que precisa ser de fato cuidada’.

Começou! Roda de conversa Mulheres Negras Movendo Estruturas! Assista e compartilha!

Publicado por Marielle Franco em Quarta-feira, 14 de março de 2018

O encontro foi transmitido no Faceboook de Marielle.

“A partir dai que a gente lá na Vila Kennedy, que é esse laboratório, que é lá o laboratório da intervenção, mas é a cidade toda que precisa ser de fato cuidada e a gente sabe que não está sendo. Então, os nossos corpos, o nosso transitar, a nossa mobilidade sempre ficam sempre ameaçados. Então, nossos eventos, nossas atividades, a gente nunca passa de 9 horas para que Central, Zona Oeste, Baixada, que a gente consiga chegar”.