‘No máximo, fizeram uma meia-sola colada com cuspe’

‘No máximo, fizeram uma meia-sola colada com cuspe’

Procurador da República Hélio Telho, do Ministério Público Federal em Goiás, critica nas redes decisão dos ministros do Supremo que deram salvo-conduto a Lula

Julia Affonso

24 Março 2018 | 10h36

Procurador da República Hélio Telho. Foto: Ministério Público Federal

O procurador Hélio Telho afirmou em sua conta no Twitter que ‘o processo no Supremo é desconcertantemente disfuncional’. Para ele, ‘o HC de Lula é um exemplo’.

“Uma tarde inteira de julgamento para não resolver o caso. No máximo, fizeram uma meia-sola colada com cuspe.”

Membro do Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal em Goiás, Hélio Telho avalia que o Supremo deu liminar ‘sem dizer porque a estava dando’.

Na quinta-feira, 22, o Plenário da instância máxima da Justiça discutiu durante horas e horas o que fazer com o pedido de habeas corpus preventivo de Lula – condenado a 12 anos e um mês de prisão na Lava Jato, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no processo do triplex do Guarujá.

Ao final de pronunciamentos e teses, os ministros deram salvo-conduto a Lula, impedindo eventual ordem de prisão do ex-presidente.

Na próxima segunda-feira, 26, o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), o Tribunal da Lava Jato, julga recurso decisivo do petista, embargos de declaração.

A Corte já decidiu que, esgotados os recursos de sua alçada, a pena de prisão de Lula deverá ser executada imediatamente. Mas tal medida vai esbarrar e perder eficácia ante a decisão tomada pelo Supremo.

“O STF passou 4 horas dizendo porque iria conhecer o HC, mais 1 hora dizendo porque iria suspender a sessão e, no final, deu uma liminar sem dizer porque a estava dando”, postou Hélio Telho no Twitter.

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