‘Nada há a temer, exceto o julgamento precipitado’, reage defensor dos Lobão

‘Nada há a temer, exceto o julgamento precipitado’, reage defensor dos Lobão

Advogado Antônio Carlos de Almeida Castro Kakay critica 'ação desproporcional' da Operação Leviatã e afirma que senador pelo PMDB do Maranhão e Márcio Lobão têm 'a consciência tranquila'

Fausto Macedo e Fábio Serapião

16 Fevereiro 2017 | 20h36

Antonio Carlos de Almeida Castro Kakay. FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADÃO

Antonio Carlos de Almeida Castro Kakay. FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADÃO

O criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro Kakay, que defende o senador Edison Lobão (PMDB/MA) e seu filho, Márcio Lobão, reagiu com indignação à Operação Leviatã, deflagrada nesta quinta-feira, 16, pela Polícia Federal sob autorização do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

A PF vasculhou endereços de Márcio Lobão, onde encontrou 1200 quadros e dinheiro vivo. A suspeita é que o filho do senador recebeu propinas no âmbito de contrato das obras da hidrelétrica de Belo Monte. Outro alvo da Leviatã é o ex-senador Luiz Otávio (PMDB/PA).

“É do conhecimento de todos, porque amplamente divulgado pelos meios de comunicação, o fato de que um dos filhos do senador Edison Lobão, foi alvo, hoje, de uma operação da Polícia Federal, autorizada pela Justiça”, disse Kakay.

“À parte o constrangimento e a sensação de injustiça que esse tipo de ação provoca em quem, como o filho do senador, tem a consciência tranquila e nada tem a temer, exceto o julgamento precipitado a que é induzida a opinião pública, é necessário uma repulsa veemente a esta ação desproporcional.”

A defesa de Edison Lobão – que não foi alvo da Leviatã – ressalta sua ‘indignação diante da agressão e da injustiça sofridas pelo filho do senador’.

O criminalista condena o peso dado às informações dos delatores, no caso o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e o executivo Flávio Barra, ex-presidente da Andrade Gutierrez Energia.
“Mais uma vez, o que move a arbitrariedade é unicamente a palavra do delator que se vale da delação premiada para ferir a honra das pessoas, em troca de benefícios”, assinala Kakay.

Segundo ele não há ‘nenhuma prova, nenhum indício, nada que justifique ação tão desproporcionada e injusta’.

“Mas é bom que se investigue, que se apure, para provar a improcedência de acusação tão descabida”, desafia o advogado dos Lobão.

Antônio Carlos de Almeida Castro Kakay diz que ‘evidentemente é a favor que se apure toda e qualquer ilicitude na vida pública’.

“Nesse sentido, a Operação Lava Jato conta e contará com o apoio de toda a sociedade desde que sem os excessos que viraram regra”, afirma.

Segundo ele, os dois primeiros inquéritos que foram abertos em relação ao senador na Lava Jato ‘já foram arquivados, pois comprovadamente as delações eram falsas’. “Não havia nenhum motivo para ato tão invasivo e que constrange toda a família”, protesta Kakay.

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