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João Santana

Moro revoga prisão de pagador de João Santana no exterior

Por Mateus Coutinho e Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba

25/02/2016, 12h08

   

Juiz da Lava Jato acatou argumento da defesa do executivo Marcelo Rodrigues, responsável por controlar a offshore utilizada pela Odebrecht para pagamentos ao marqueteiro no exterior, e determinou que ele preste depoimento à PF

Juiz federal Sérgio Moro. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Juiz federal Sérgio Moro. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

O juiz Sérgio Moro revogou nesta quinta-feira, 25, a ordem de prisão temporária do empresário Marcelo Rodrigues, preso na Operação Acarajé, 23ª fase da Lava Jato deflagrada na segunda-feira, 22, sob suspeita do Ministério Público Federal de ser o representante da offshore Klienfield Services – empresa no exterior ligada à Odebrecht e que fez pagamentos de US$ 3 milhões ao marqueteiro João Santana entre 2012 e 2013.

O juiz também determinou que o empresário contate “imediatamente” as autoridades policiais “colocando-se à disposição para prestar depoimento”. Apesar de ter a prisão decretada, Rodrigues não foi localizado na segunda e ainda não havia sido preso até hoje.

Documento

A decisão de Moro acata o argumento da defesa de Rodrigues, que teve quatro residências alvo de buscas na última segunda. A defesa do executivo apontou que como as buscas já foram realizadas não seria mais necessário manter a prisão e que ele assinou apenas um contrato pela Klienfield, em 2013.

” Considerando cumulativamente que as buscas foram concluídas e que o investigado aparentemente teria um papel menor nos fatos, resolvo atender ao requerido para revogar a prisão temporária”, assinalou Moro na decisão.

A conta Klienfield Services foi rastreada pelo Ministério Público da Suíça que, em colaboração com as autoridades brasileiras, encaminhou as informações sobre a offshore para a força-tarefa da Lava Jato. Segundo as investigações rastrearam, a empresa seria utilizada pela Odebrecht para o pagamento de propinas no exterior no esquema de corrupção na Petrobrás. Além de ex-funcionários da estatal, a força-tarefa identificou repasses da empresa para uma offshore ligada a João Santana e sua esposa Mônica Moura, a Shellbill Finance, nos EUA, no total de US$ 3 milhões.

Além dos repasses da Odebrecht, o marqueteiro também recebeu US$ 4,5 milhões, entre 2012 e 2014, em suas contas no exterior do lobista Zwi Skornicki, que também operacionalizou o pagamento de propinas a ex-diretores da Petrobrás no esquema de corrupção.

A Odebrecht vem negando veementemente o envolvimento em irregularidades.

 

 

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