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Moro é destaque na ‘Americas Quarterly’ como ‘caça-corruptos’

Moro é destaque na ‘Americas Quarterly’ como ‘caça-corruptos’

Juiz da Lava Jato, que desmontou o esquema de propinas na Petrobrás, é retratado na capa da principal publicação americana sobre política, negócios e cultura da América Latina, como personagem do clássico do cinema dos anos 1980, Ghostbusters

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Ricardo Brandt e Fausto Macedo

02 Fevereiro 2016 | 21h06

 

Reprodução

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O juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, é destaque na capa da revista Americas Quarterly (AQ), principal publicação sobre política, negócios e cultura da América Latina. Na primeira edição de 2016, inspirada no clássico do cinema nos anos 1980, Ghostbusters, ele é retratado como caça corruptos.
A revista listou o que considera como os principais cinco caça-corruptos da América Latina. Faz companhia a Moro, Thelma Aldana, procuradora-geral da Guatemala.

A revista traz um perfil dos cinco eleitos, que estão convidados para um evento em Nova York, no dia 9 de fevereiro, que reunirá pela primeira vez “muitos desses líderes”.

A Americas Quarterly destacou “suas histórias de persistência, astúcia e coragem diante do grande risco pessoal que assumem”. São autoridades de países como Brasil, México, Guatemala, Colômbia e Peru e que exercem diferentes cargos, como juiz, promotor e ativista.

“Se essa tendência continuar, ela se estabelecerá como uma das mudanças mais importantes para a América Latina no século 21”, escreve o editor-chefe da AQ, Brian Winter.

“Este é um momento divisor de águas para a justiça na América Latina”, diz Winter. “Ele fará com que o mundo dos negócios seja mais transparente e mais aberto a novos participantes. E fortalecerá as democracias, ajudando a reduzir a pobreza e a desigualdade, à medida que os bilhões de dólares desviados pelos canais da corrupção a cada ano sejam redirecionados para os mais necessitados.”

Motivos. O editor-chefe da revista fiz que quatro fatores estão por trás do movimento de combate à corrupção: uma população encorajada pela reforma democrática, uma nova geração de promotores ativistas, uma classe média em ascensão e a adoção generalizada das redes sociais.

“As tendências que favoreceram a investigação de Aldana na Guatemala foram praticamente as mesmas que apoiaram o trabalho do juiz Sérgio Moro no caso da Petrobrás, a mais de 5 mil quilômetros de distância”, escreve Winter na última edição da Americas Quarterly.

VEJA A LISTA DOS CAÇA-CORRUPTOS ELEITOS PELA AMERICAS QUARTERLY

Sérgio Moro, juiz federal que lidera a operação “Lava Jato”, investigando e movendo processos em um enorme escândalo de suborno e corrupção na empresa estatal de petróleo Petrobras.

Iván Velásquez, promotor colombiano que lidera a Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), cuja missão é combater a corrupção nas esferas mais altas do governo.

Thelma Aldana, procuradora-geral da Guatemala que ajudou a liderar a ação judicial que levou à renúncia e prisão do presidente do país, Otto Pérez Molina.

José Ugaz, jurista peruano e presidente global da organização Transparência Internacional.

Viridiana Ríos, Ativista e acadêmica mexicana, ex-líder da organização ativista México ¿Cómo Vamos?, que ajudou abrir o caminho para que o Congresso mexicano aprove uma ampla lei anticorrupção.

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