Moro decreta preventiva de almirante da Eletronuclear

Othon Pinheiro, presidente licenciado da estatal, estava preso em regime temporário sob suspeita de propinas em Angra 3; Lava Jato identifica contas de offshores em Luxemburgo e no Uruguai atribuídas a ele e a sua filha

Redação

06 Agosto 2015 | 19h21

Othon Luiz Pinheiro da Silva. Foto: Beto Barata/AE

Othon Luiz Pinheiro da Silva. Foto: Beto Barata/AE

Por Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, Julia Affonso e Fausto Macedo

O juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, decretou nesta quinta-feira, 6, a prisão preventiva do almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente licenciado da Eletronuclear, e do executivo Flávio David Barra, presidente da Andrade Gutierrez Energia. Os dois foram presos em caráter temporário há 10 dias.

Novas provas obtidas pela força-tarefa da Lava Jato fizeram o juiz decidir pela conversão da temporária em regime preventivo – quando a prisão prevalece até o fim do processo.

Os investigadores tiveram acesso a documentos que indicam existência de conta secreta da offshore Hydropower Enterprise Limited, alojada no Banco Havilland, em Luxemburgo, que tem como beneficiárias uma filha de Othon Luiz, Ana Cristina da Silva Toniolo, e a Aratec Engenharia, empresa de consultoria do presidente licenciado da Eletronuclear. A força-tarefa suspeita que, por meio da Aratec, o almirante recebeu R$ 4,5 milhões em propinas de empreiteiras.

Também  foi descoberta offshore constituída no Uruguai em nome de Ana Cristina da Silva Toniolo, Waterland S/A, também com referência ao próprio nome de Othon Pinheiro da Silva como “cliente”.

 

 

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