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OPERAçãO LAVA JATO

Moro começa a ouvir testemunhas de acusação em ação penal contra Bumlai

Assista aos depoimentos do auditor da Petrobrás que analisou contrato de operação de navio-sonda, supostamente dirigido para Schahin, em compensação a empréstimo de R$ 12 milhões ao PT feito por pecuarista amigo de Lula, e dos administradores de fazendas da empreiteira

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Julia Affonso e Fernanda Yoneya

01 Março 2016 | 06h03

José Carlos Bumlai foi preso na 21ª fase da Lava Jato. Foto: André Dusek/Estadão

José Carlos Bumlai foi preso na 21ª fase da Lava Jato. Foto: André Dusek/Estadão

O juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato em primeiro grau, começou a ouvir as testemunhas de acusação na ação penal que envolve o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou da reforma do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). Ele é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro no esquema na Petrobrás, envolvendo o PT.

Nesta segunda-feira, 29, foram ouvidos o auditor da Petrobrás que trabalhou na comissão interna que apurou irregularidades na contratação do Grupo Schahin para operação do navio-sonda – de exploração de petróleo em alto mar – Vitoria 10000. Robson Cecílio da Costa confirmou ao juiz a contratação direta da Schahin.

Bumlai é acusado de atuar para a contratação irregular da Schahin, em contrapartida a um empréstimo de R$ 12 milhões concedido ao PT, em 2004, em nome do pecuarista e nunca pago.

Moro ouviu ainda dois administradores de fazendas do Grupo Schahin. Bumlai havia apresentado a dação de embriões de gado nobre para fazendas do grupo como parte da quitação da dívida. Os administradores confirmaram nunca terem recebido nas propriedades rurais os sêmens.

 

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