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Operação Lava Jato

Moro avaliou que coercitiva de Lula reduziria risco de tumultos

Por Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, e Andreza Matais

04/03/2016, 16h55

   

Ao autorizar a condução do ex-presidente para depor na Operação Aletheia, juiz federal alertou para o confronto ocorrido em fevereiro em frente do Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo

B57G9188.jpg  SAO BERNARDO SP 04/03/2016 OPERAÇÃO LAVA JATO/ 24º/ALETHEA   Briga entre militantes a favor e contra o ex-presidente Lula  em frente ao Edifício Kentucky, na avenida Getúlio Vargas, no bairro Baeta Neves, em São Bernardo do Campo (SP), na manhã desta sexta-feira (4). O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva é dono de dois apartamentos no edifício e foi levado pela Policia Federal  em cumprimento a um mandado de condução coercitiva e será obrigado a prestar esclarecimentos,  na 24ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada hoje.  Foto: CLAYTON DE SOUZA / ESTADAO

Briga entre militantes a favor e contra o ex-presidente Lula em São Bernardo do Campo (SP). Foto: CLAYTON DE SOUZA / ESTADÃO

O juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato, considerou o risco de tumultos para decretar a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alvo da 24ª fase batizada de Operação Aletheia. Houve suposto vazamento da operação e identificação de mobilização para gerar tumulto nas buscas.

“Apontado motivo circunstancial relevante para justificar a diligência, qual seja evitar possíveis tumultos como o havido recentemente perante o Fórum Criminal de Barra Funda, em São Paulo, quando houve confronto entre manifestantes políticos favoráveis e desfavoráveis ao ex-Presidente e que reclamou a intervenção da Polícia Militar”, diz Moro em despacho.

“Colhendo o depoimento mediante condução coercitiva, são menores as probabilidades de que algo semelhante ocorra, já que essas manifestações não aparentam ser totalmente espontâneas.” Segundo Moro, com a medida, “previnem-se incidentes que podem envolver lesão a inocentes”, sem embargo do direito de manifestação política.

“Por outro lado, cumpre esclarecer que a tomada do depoimento, mesmo sob condução coercitiva, não envolve qualquer juízo de antecipação de responsabilidade criminal, nem tem por objetivo cercear direitos do ex-Presidente ou colocá-lo em situação vexatória.”

 

 

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