Moro autoriza Palocci no dentista

Moro autoriza Palocci no dentista

Defesa afirmou que ex-ministro precisa ‘tratar de fratura dentária e outros tratamentos de natureza urgente’

Julia Affonso

25 Setembro 2017 | 06h00

Antonio Palocci. Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters

O juiz federal Sérgio Moro autorizou, mediante escola da Polícia Federal, que o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda/Casa Civil – Governos Lula e Dilma) vá ao dentista. O petista está preso na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, base da Lava Jato.

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“A autorização está condicionada à disponibilidade do serviço de escolta, na data aprazada, pela autoridade policial, a ser confirmada pela própria defesa”, decidiu Moro.

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A defesa de Palocci relatou que o ex-ministro precisa ‘tratar de fratura dentária e outros tratamentos de natureza urgente’. Pediu para que o petista fosse ao dentista em 2 de outubro de 2017, às 15h30.

O ex-ministro foi capturado em setembro do ano passado na Operação Omertà, desdobramento da Lava Jato, e tenta fechar delação premiada para obter benefícios como redução de pena. Em interrogatório em 6 de setembro, Palocci confessou atos ilícitos e incriminou o ex-presidente Lula, a quem incluiu no suposto ‘pacto de sangue’ com a Odebrecht que previa repasse de R$ 300 milhões da empreiteira para governos do PT e para o próprio ex-presidente.

Palocci já foi condenado por Moro a 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Esta foi a primeira condenação do petista no escândalo Petrobrás – ele responde ainda a outra ação penal, por propinas da Odebrecht, ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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