Montadora suspeita de “comprar” MP é alvo de operação da PF

Montadora suspeita de “comprar” MP é alvo de operação da PF

A ação integra a terceira fase da Operação Acrônimo, que investiga o ex-ministro e é atual governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), além de empresas com relações comerciais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

Fábio Fabrini e Andreza Matais, de Brasília, e Fausto Macedo

01 Outubro 2015 | 08h41

Foto: André Dusek/Estadão

PF faz buscas durante a segunda fase da Operação Acrônimo. Foto: André Dusek/Estadão

A Polícia Federal faz nesta quinta-feira, 1, buscas em endereços da montadora CAOA, suspeita de participar de um esquema de lobby e corrupção para a compra de uma medida provisória no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação integra a terceira fase da Operação Acrônimo, que investiga o ex-ministro e é atual governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), além de empresas com relações comerciais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Como revelou o Estado nesta quinta-feira, documentos indicam que a CAOA negociou com lobistas pagamentos para viabilizar a edição da MP 471, que prorrogou incentivos fiscais de montadoras. Para ser editada, em 2009, a norma passou pelo crivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), comandado por Pimentel de 2011 a 2014. A pasta é outro alvo da operação desta quinta.


Mensagens obtidas pelo Estado, que estão sendo investigadas pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal, indicam que houve a oferta de propina para agentes públicos viabilizarem a MP. Investigadores buscam mais documentos para instruir as apurações sobre o caso, conduzidas em mais de uma operação da PF.

COM A PALAVRA, MAURO BORGES

O ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Mauro Borges esteve na superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte, na manhã desta quinta-feira, 1o. de outubro, para prestar depoimento no âmbito na Operação Acrônimo. Mais cedo, foram apreendidos pela PF em sua residência equipamentos eletrônicos tais como tablets, notebooks e telefones celulares. A ação da Polícia Federal não guarda relação com a Cemig, empresa atualmente presidida por Mauro Borges.

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