Ministro põe sob sigilo ‘barriga de aluguel’

Ministro põe sob sigilo ‘barriga de aluguel’

Superior Tribunal de Justiça acolheu pedidos do governador Pedro Taques (PSDB) e da Procuradoria-Geral da República e avocou investigações sobre a máquina de interceptações telefônicas que se instalou no Estado, levando para a prisão até o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, primo do chefe do Executivo

Julia Affonso

14 Outubro 2017 | 10h00

Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Foto: ROBERTO JAYME/ESTADÃO

O ministro Mauro Campbell Marques, do Superior Tribunal de Justiça, pôs sob sigilo a grampolândia de Mato Grosso. A Corte avocou todos os inquéritos que correm perante o Tribunal de Justiça de Mato Grosso relacionados à máquina de grampos telefônicos instalada no Estado.

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A indústria da bisbilhotagem, conhecida como ‘barriga de aluguel’, agia em um núcleo da Polícia Militar que pegou advogados, jornalistas e políticos. As investigações levaram para a prisão até o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, primo do governador Pedro Taques (PSDB).


Ao puxar para o âmbito de sua competência os grampos de Mato Grosso, o STJ acolheu pedidos do governador e da Procuradoria-Geral da República.

Foram avocados pela Corte superior todos os procedimentos investigatórios em curso ‘relacionados a possível prática de interceptação telefônica ilegal no âmbito do aparato estatal mato-grossense’.
Mauro Campbell decretou o sigilo dos inquéritos e de todos os demais procedimentos avocados ‘para que sejam submetidos a criterioso e célere controle judicial, a fim de sustentar os demais atos da investigação’.

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