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Marqueteiro do PT dirá à PF que não há dinheiro no exterior de campanhas brasileiras

O criminalista Fábio Tofic Simantob, defensor de João Santana, afirmou que ele será ouvido nesta quarta-feira, alvo da 23ª fase da Lava Jato

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Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba

23 Fevereiro 2016 | 20h54

Brazilian President Dilma Rousseff and former Brazilian President (2003-2011) Luiz Inacio Lula Da Silva's campaign publicist Joao Santana (C) is arrested upon his arrival in Sao Paulo, Brazil o February 23, 2016. Political consultant Santana was being investigated by the Brazilian justice for receiving payments outside the country which could come from Brazilian state-run oil company Petrobras' briberies. AFP PHOTO / STR

Brazilian President Dilma Rousseff and former Brazilian President (2003-2011) Luiz Inacio Lula Da Silva’s campaign publicist Joao Santana (C) is arrested upon his arrival in Sao Paulo, Brazil o February 23, 2016. Political consultant Santana was being investigated by the Brazilian justice for receiving payments outside the country which could come from Brazilian state-run oil company Petrobras’ briberies. AFP PHOTO / STR

O criminalista Fábio Tofic Simantob, que defende João Santana e sua mulher, Mônica Moura, disse nesta terça-feira, 23, em Curitiba, que seu cliente deve ser ouvido amanhã pelos investigadores da Operação Lava Jato.

“Confiamos que nesse depoimento, depois de dar todos os esclarecimentos que precisam ser dados, essa prisão absurda seja revogada”, afirmou Tofic, depois de sua primeira reunião com o cliente, depois que ele foi preso na Custódia da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

Tofic disse Santana falará que “não tem um centavo de valor recebido no exterior que digam respeito a campanhas brasileiras”.

“Basta lembrar que de nove campanhas presidenciais que ele fez nos últimos seis foram fora do Brasil.”

O detalhamento dos recebimentos e valores será dado amanhã por Santana aos delegados e procuradores da Lava Jato, afirmou o criminalista.

Tofic foi questionado por jornalistas sobre o fato de Santana e a mulher terem se entregue à PF sem portagem seus aparelhos celulares e computadores portáteis. “Você já viu alguém ser preso com celular, você viu alguém usar celular na prisão?”, questionou o advogado.

O defensor afirmou que assim que solicitado, os clientes apresentarão os equipamentos, se for necessário.

Santana e  Mônica chegaram por volta das 12h30 em Curitiba, depois de se entregarem à PF no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Os dois estavam na República Dominicana. Às 15h os dois foram levados para fazer exame de corpo de delito, no Instituto Médico Legal.

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