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‘Não vou abaixar a cabeça não’, diz mulher de marqueteiro de Dilma e Lula

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JOãO SANTANA

‘Não vou abaixar a cabeça não’, diz mulher de marqueteiro de Dilma e Lula

Frase foi dita por Monica Moura, mulher do publicitário João Santana, ao descer da van da Polícia Federal para exame no Instituto Médico Legal, em Curitiba

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Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba

23 Fevereiro 2016 | 17h22

Brazilian President Dilma Rousseff and former Brazilian President (2003-2011) Luiz Inacio Lula Da Silva's campaign publicist Joao Santana (C) is arrested upon his arrival in Sao Paulo, Brazil o February 23, 2016. Political consultant Santana was being investigated by the Brazilian justice for receiving payments outside the country which could come from Brazilian state-run oil company Petrobras' briberies. AFP PHOTO / STR

O ex-marqueteiro do PT João Santana. Foto: AFP

O marqueteiro do PT João Santana e sua mulher e sócia, Monica Moura, fizeram exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML), em Curitiba. Os dois alvos centrais da Operação Acarajé – 23ª fase da Lava Jato – que se entregaram na manhã desta terça-feira, 23, ao chegarem da República Dominicana, foram levados para o exame às 15 horas. “‘Não vou abaixar a cabeça não”, disse a mulher do publicitário ao deixar o veículo da PF rumo ao IML.

Além do casal foram presos outros três investigados: Vinícius Veiga Borin, Benedicto Barbosa da Silva Junior, diretor-presidente da Odebrecht, e o operador de propinas Zwi Skornicki.

Os cinco foram levados em uma van da Polícia Federal até o IML, na capital paranaense, e passaram pelos exames de praxe.

Mônica desceu primeiro do carro. Usava óculos escuros. Santana veio no banco traseiro da van. Os dois não deram declarações à imprensa. Ambos estavam com as mãos para trás, seguindo orientação dos federais.

JSANTANA

O casal responsável pelas últimas três campanhas presidenciais do PT – 2006, Luiz Inácio Lula da Silva, e 2010 e 2014, Dilma Rousseff – ficarão detidos na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

A prisão decretada pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Lava Jato em primeiro grau, é temporária, por 5 dias.

João Santana e Mônica devem ser ouvidos até sexta-feira no inquérito da Acarajé.

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