#MariellePresente

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Quinze organizações da sociedade civil se unem para cobrar investigação do assassinato brutal da vereadora do Rio e de seu motorista Anderson Gomes

Redação

15 Março 2018 | 17h24

FOTO: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

 

‘Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?’ – Marielle Franco

O assassinato da vereadora Marielle Franco na noite desta quarta-feira, 14, no Rio, carrega o símbolo de todas as vidas perdidas em nosso dia a dia, resultado de um processo histórico de genocídio negro e que escancara a vulnerabilidade das vidas nas periferias, que não são protegidas nem mesmo com o respaldo de cargos públicos.

Sua morte também exprime todos os riscos aos quais se expõem aqueles que trabalham para mudar a realidade de violência brutal no Brasil

Mulher.

Negra.

Nascida e criada na Favela da Maré.

Mãe aos 19, superou as conhecidas dificuldades desse contexto, graduou-se em Sociologia e, depois, tornou-se mestre em Administração Pública por prestigiadas instituições de ensino.

Ativista por Direitos Humanos.

Quinta vereadora mais votada nas últimas eleições no Rio de Janeiro.

Representante de mais de 46 mil cariocas.

Política preparada e honesta.

Uma brasileira de quem se pode ter orgulho ou, no mínimo, a quem se deve respeitar.

Acima das ideologias, posições e preferências políticas, Marielle é o símbolo da renovação de idéias e práticas que queremos. Dava aula de pluralidade, ternura, tolerância e resistência. Por onde passou, renovou a esperança em uma sociedade mais justa, igualitária e digna.

Sua vida, mais do que sua morte, representa o desafio de renovar nossos esforços conjuntos em direção a um país menos desigual, mais empático, capaz de garantir direitos e proteger a vida de todas e todos.

Estamos aqui juntos para exigir uma investigação minuciosa desse atentado que vitimou não só Marielle, mas também Anderson Gomes.

Para prestar nossa homenagem a Marielle e Anderson.

Para manifestar nossa solidariedade aos seus familiares, amigas e amigos.

Para nos apoiar na dor, no luto e na luta por transformação.

E, sobretudo, para garantir que não iremos parar.

Que seguiremos trabalhando para que a democracia se fortaleça, que o processo eleitoral ocorra em plenitude e segurança, que seja mais participativo, plural e que novos corpos, vozes, idéias e práticas ocupem os espaços de poder, para a justiça e equidade que o país merece e precisa.

Não vamos nos dispersar nem nos calar.

Que essa brutalidade não nos tire o ímpeto de lutar pelo que acreditamos. De lutar por um Brasil mais humano e melhor. Que o legado de Marielle nos sirva de combustível. Que a trajetória de Marielle não seja em vão. E que ela nos inspire a continuar acreditando que é possível vencer a tragédia e mudar.

Todos os que se opõem à barbárie, à intolerância e à degradação da nossa vida pública precisam estar juntos. Essa é nossa tarefa comum.”

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