Lula foi levado pela PF porque foi delatado, diz Malafaia: ‘Comigo é uma vergonha’

Lula foi levado pela PF porque foi delatado, diz Malafaia: ‘Comigo é uma vergonha’

Pastor, alvo da Operação Timóteo, afirmou ainda: "Querer me comparar com petistas corruptos, PIADA"

Julia Affonso, Fausto Macedo e Mateus Coutinho

16 Dezembro 2016 | 13h27

Silas Malafaia. Foto: Reprodução

Silas Malafaia. Foto: Reprodução

O mandado de condução coercitiva na Operação Timóteo provocou a ira do pastor Silas Malafaia nesta sexta-feira, 16. Em seu Twitter, colérico, o pastor publicou mensagens, áudio e vídeo negando as suspeitas da investigação que mira em um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral.

“Eu sei o poder das trevas”, afirmou em áudio.

Malafaia é suspeito de apoiar na lavagem do dinheiro do esquema, que recebeu valores do principal escritório de advocacia investigado. A suspeita a ser esclarecida pelos policiais é que este líder religioso pode ter “emprestado” contas correntes de uma instituição religiosa sob sua influência com a intenção de ocultar a origem ilícita dos valores.


A Justiça expediu mandado de condução coercitiva do pastor para o Rio. Em sua conta na rede social, Malafaia declarou estar em São Paulo.

Nas mensagens que escreveu a seus seguidores no Twitter, Malafaia negou as suspeitas e mirou também ‘nos esquerdopatas’.

“Aviso aos esquerdopatas > Ñ fui delatado por ninguém, ñ estou envolvido em nada, querer me comparar com petistas corruptos, PIADA! Só kkkkkk”, escreveu.

“Lula foi levado coercitivamente para PF, porque foi delatado por vários na lava jato. O q estão fazendo comigo é uma vergonha.”

Em março deste ano, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi conduzido coercitivamente na Operação Aletheia, etapa da Lava Jato.

Silas Malafaia. Foto: Reprodução

Silas Malafaia. Foto: Reprodução

Em um vídeo publicado em seu Twitter, Malafaia estava enfurecido com o mandado de condução coercitiva.

“Por que eu não recebi uma intimação para prestar depoimento? Condução coercitiva como se eu fosse bandido e tivesse envolvido nisso?”, questionou Malafaia.

“Nós estamos em um Estado policialesco? Onde a reputação de um cidadão é jogada na lama.”

Silas Malafaia se disse ‘indignado’.

“Isso é uma afronta. Que democracia é essa? Que Estado de Direito é esse que manda um cidadão de bem coercitivamente, como se eu tivesse envolvido com esses canalhas?”, afirmou.

Segundo o pastor, ele recebeu uma ‘oferta’ de R$ 100 mil. O dinheiro teria sido dado por um “membro da igreja do meu amigo pastor Michael Aboud”. Malafaia afirmou que não o conhece nem sabe o que faz.

“Em 2013, eu recebi a visita no meu escritório do meu amigo, pastor Michael Aboud, da Igreja Embaixada do Reino, em Balneário Camboriú. Ele levou o amigo dele, Jader, que queria me dar uma oferta pessoal. Depositei na minha conta e declarei na conta minha e da minha esposa”, relatou.

“Tá declarado.”

O pastor disse ainda. “Deus tenha misericórdia do Brasil. Eu sei que Deus vai reverter isso em bem.

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