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Lula depõe à Procuradoria e nega tráfico de influência

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Lula depõe à Procuradoria e nega tráfico de influência

Ex-presidente é investigado pelo Ministério Público Federal, no inquérito que apura suas palestras e viagens ao exterior; segundo sua assessoria, ele 'prestou depoimento voluntário'

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Vera Rosa, Carla Araújo, Fábio Fabrini, Andreza Matais e Julia Affonso

15 Outubro 2015 | 21h30

Lula. Foto: AP

Lula. Foto: AP

Atualizada às 21h01

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva depôs nesta quinta-feira, 15, à Procuradoria da República em Brasília, no inquérito que o investiga por suposto tráfico de influência. Lula teria viajado ao exterior para atuar no interesse de empreiteiras, entre elas a Odebrecht.

Segundo o Instituto Lula, o ex-presidente ‘prestou depoimento voluntário’. Ele foi ouvido pelo Procurador da República, Ivan Cláudio Marx, na investigação do Ministério Público do Distrito Federal (MPF-DF), que apura palestras de Lula e suas viagens ao exterior.

“Lula respondeu às perguntas do procurador e argumentou que os presidentes e ex-presidentes do mundo inteiro defendem as empresas de seus países no exterior”, informou o Instituto.

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Segundo a assessoria de Lula, o ex-presidente afirmou também que ‘para ele isso é motivo de orgulho’. “Disse que todas as suas palestras feitas estão declaradas e contabilizadas, com os devidos impostos pagos, e que jamais interferiu na autonomia do BNDES e nas decisões do banco sobre concessões de empréstimos”.

Em seu depoimento, Lula afirmou: “quem desconfia do BNDES não tem noção da seriedade da instituição”. Lula ressaltou “jamais ter interferido” em qualquer contrato celebrado entre o BNDES e empresas privadas. Mas que sempre procurou ampliar as oportunidades de divulgação dessas companhias no exterior, com vistas à geração de empregos e de divisas para o Brasil.

Lula também deverá depor na Polícia Federal, no âmbito da Operação Lava Jato. A PF pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para tomar o depoimento do ex-presidente no inquérito que investiga organização criminosa. A Corte autorizou, acolhendo manifestação favorável do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.

As assessorias do ex-presidente e do Ministério Público Federal não informaram onde o depoimento foi prestado. “Lula não recebeu nenhuma intimação. Muito menos especificando o local”, se limitou a responder o Instituto Lula.

O MPF explicou que os advogados de Lula sugeriram que ele depusesse voluntariamente, mas em contrapartida pediram que a audiência fosse discreta, sem divulgação do local e do horário.

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