Liberação de deputados precisa de aval de desembargador, diz Tribunal

Maioria da Assembleia Legislativa decidiu soltar o presidente da Casa, Jorge Picciani (PMDB-RJ), e dos peemedebistas Paulo Melo e Edson Albertassi; deliberação do Legislativo passará por parecer de relator no Tribunal Regional Federal da 2ª Região

Fernanda Nunes/RIO

17 Novembro 2017 | 18h03

Jorge Picciani. FOTO TANIA REGO/AGENCIA BRASIL

A liberação de três deputados estaduais pelo PMDB do Rio – Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo – depende da assinatura do desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) Abel Gomes em uma expedição de soltura, informou a corte, por meio de sua assessoria de imprensa. Gomes é relator do processo julgado nessa quinta-feira, 16, que determinou a prisão preventiva dos três parlamentares por suposta participação em esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.

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A maioria da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu liberar os três parlamentares que, desde ontem à noite, estão na Cadeia Pública José Frederico Marques, conhecida como Presídio de Benfica, localizado na zona norte do Rio de Janeiro. Concluída a votação, o passo seguinte seria o envio de um ofício pela Alerj ao desembargador Gomes. Ele, então, poderia determinar que Picciani, Albertassi e Melo fossem soltos a qualquer momento, mesmo durante o plantão do fim de semana.

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O TRF, por meio da assessoria de imprensa, frisou que esse é o trâmite formal e não soube explicar por que representantes da Alerj estariam se encaminhando diretamente ao presídio para liberar os deputados, como informado pelo Legislativo estadual.

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