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Lava Jato já fechou 70 acordos internacionais

Lava Jato já fechou 70 acordos internacionais

Entre 2014 e 2016, Procuradoria-Geral da República levou para fora do País os tentáculos da maior operação já realizada contra a corrupção

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Fausto Macedo, Julia Affonso, Mateus Coutinho e Ricardo Brandt

27 Setembro 2016 | 07h10

Foto: Divulgação/PGR

Foto: Divulgação/PGR

A Operação Lava Jato, que nesta segunda-feira, 26, atingiu sua 35.ª fase com a prisão do ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil dos governos Lula e Dilma), já fechou 70 acordos de cooperação internacional.

A parceria permitiu o bloqueio de mais de R$ 800 milhões, dos quais R$ 250 milhões já foram repatriados.

As informações foram divulgadas no site da Procuradoria-Geral da República.

Segundo a Procuradoria, os acordos da Lava Jato foram firmados no período entre 2014 e 2016.

A cooperação entre Brasil e Suíça foi usada como exemplo de sucesso para recuperação de ativos e aprofundamento das investigações, a partir da colaboração e do compartilhamento de informações e procedimentos, bem como a transferência de investigações.

A Lava Jato e a importância da cooperação internacional para o combate ao crime foram temas de destaque em pronunciamentos de membros do Ministério Público Federal durante a 21.ª Conferência Anual da Associação Internacional de Procuradores (IAP), realizada em Dublin, na Irlanda.

O Ministério Público Federal foi representado por seu secretário de Cooperação Internacional, procurador regional da República Vladimir Aras, e pelo coordenador jurídico do grupo de trabalho da Procuradoria-Geral da República que atua na Lava Jato, procurador regional Douglas Fischer.

Fischer destacou a independência dos investigadores e a importância da cooperação direta na busca de combater a criminalidade com maior eficiência. “A soberania dos estados deve ser respeitada, mas alguns tipos de crimes não possuem fronteiras nacionais”, afirmou, ao abordar lavagem de dinheiro, organizações criminosas, corrupção, tráfico de armas, de drogas e de pessoas, terrorismo, pedofilia e crimes cibernéticos.

“Precisamos juntar nossas forças, não as dividir. Temos que ampliar nossos horizontes para, com segurança e legalidade, produzir evidências fortes e firmes”, recomenda o procurador Douglas Fischer.

Ao apresentar informações sobre a Lava Jato, Douglas Fischer apontou dois aspectos que revelam a importância da cooperação internacional no combate à corrupção.

Ele apontou, primeiramente, o fato de grande parte do dinheiro lavado ter sido enviado ao exterior, por meio de depósitos em offshores.

O segundo ponto é o armazenamento de informações e documentos em servidores de internet de outros países.

“Precisamos fortalecer relações de cooperação e de confiança, mostrando a seriedade das nossas atuações”, disse.

A Lava Jato foi tema central no workshop ministrado pelo procurador Vladimir Aras.

O secretário de cooperação internacional apontou que os pilares para o sucesso da operação são coordenação, colaboração, cooperação, transparência e treinamento/ferramentas.

Um reflexo do trabalho, apontou Aras, foi um recorde de recuperação de ativos em 2015.

Durante o encontro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi confirmado membro do Comitê Executivo da Associação Internacional de Procuradores (IAP), ‘passo importante para reforçar e incrementar a cooperação internacional’.

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