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JOãO SANTANA

Justiça também decretou prisão de mulher de João Santana

Mulher e sócia de marqueteiro João Santana mandou manuscrito a lobista

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Andreza Matais, Ricardo Brandt, enviado a Curitiba e Fausto Macedo

22 Fevereiro 2016 | 08h38

A Justiça Federal do Paraná decretou também a prisão temporária de Mônica Moura, mulher e sócia do publicitário João Santana na Polis Propaganda e Marketing, empresa que fez as campanhas da presidente Dilma Rousseff em 2010 e 2014. O casal está na República Dominicana, o que prejudicou o cumprimento dos mandados contra os dois nesta segunda-feira pela 23ª fase da Operação Lava Jato. Santana é alvo de mandado de prisão temporária.

O nome de Mônica apareceu para os investigadores durante busca e apreensão em endereço do consultor Zwi Skornicki quando foi encontrado um documento manuscrito enviado por ela que apontou duas contas, uma nos Estados Unidos e outra na Inglaterra. O lobista é representante da Keppel Fels, estaleiro de Cingapura que prestou serviços à Petrobrás e seria o operador da propina paga pela empresa no país. A Keppel Fels firmou contratos com a Petrobrás entre 2003 e 2009 no valor de US$ 6 bilhões. A Justiça também pediu a prisão dele.

Publicitária como o marido, Mônica é descrita na biografia João Santana – Um marqueteiro no poder, do jornalista Luiz Maklouf Carvalho, como braço direito do marido. Ela cuidava desde os “contatos com a imprensa, advogados, clientes, fornecedores” até problemas domésticos. O autor informa que na empresa ela comandava campanhas quando o marido não podia.

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Quando os mandados forem cumpridos, todos serão levados para a superintendência da PF em Curitiba.

O alvo são os pagamentos feitos pela construtora Norberto Odebrecht para Santana no exterior que somam R$ 7 milhões. A PF cumpre 51 mandados decretados pelo juiz federal Sérgio Moro. São duas prisões preventivas e seis temporárias.

Segundo a PF, são três grupos: o da Odebrecht (empresarial) responsável pelos pagamentos; o do operador de propinas, Zwi Skornicki; e o recebedor, envolvendo os negócios do marqueteiro do PT.

O nome da operação, Acarajé, é uma alusão ao apelido usado pelos alvos para designar dinheiro.

COM A PALAVRA, A ODEBRECHT :

“A Odebrecht confirma operação da Polícia Federal em escritórios de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, para o cumprimento de mandados de busca e apreensão. A empresa está à disposição das autoridades para colaborar com a operação em andamento.”

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