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Justiça envia ao STF documentos que ligam doleiro a André Vargas

Lilian Venturini

segunda-feira 07/04/14

Operação Lava Jato, da Polícia Federal, mostra relações entre Alberto Yousseff e o parlamentar, que tem foro privilegiado por Fausto Macedo A Justiça Federal decidiu enviar nesta segunda-feira, 7, ao Supremo Tribunal Federal (STF) todos os documentos dos autos da Operação Lava Jato que ligam o doleiro Alberto Yousseff ao deputado André Vargas (PT/PR). Na […]

Operação Lava Jato, da Polícia Federal, mostra relações entre Alberto Yousseff e o parlamentar, que tem foro privilegiado

por Fausto Macedo

A Justiça Federal decidiu enviar nesta segunda-feira, 7, ao Supremo Tribunal Federal (STF) todos os documentos dos autos da Operação Lava Jato que ligam o doleiro Alberto Yousseff ao deputado André Vargas (PT/PR). Na condição de parlamentar, Vargas detém foro privilegiado perante o Supremo, ainda que agora tenha pedido licença do cargo por 60 dias.

Caberá à corte máxima encaminhar o caso à Procuradoria Geral da República. A Procuradoria decidirá se pede ou não abertura de investigação contra Vargas.
A Justiça considera que entre os diversos fatos investigados foram colhidos “em verdadeiro encontro fortuito de provas elementos probatórios que apontam para relação entre Yousseff e o deputado”.

A Justiça avalia que ainda é prematura afirmação de que o relacionamento entre o doleiro e André Vargas “teria natureza criminosa”. Mas, as frequentes citações a Vargas nos autos da Lava Jato já são suficientes para o deslocamento dessa etapa do caso para o Supremo.

Atendendo à determinação judicial, a Polícia Federal vai selecionar os “eventuais elementos probatórios e reuni-los em processo apartado” para posterior remessa ao Supremo.

A PF tem 10 dias para reunir esses documentos que mostram a aproximação entre o doleiro e o deputado petista.

Apenas a parte relativa ao parlamentar seguirá para o STF. A investigação aponta para crimes de evasão de divisas, “corrupção de empregado público da Petrobrás (Paulo Roberto da Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal)” e crimes de lavagem de dinheiro, até com produto do tráfico de drogas. Essa parte dos autos continuará aos cuidados da PF no Paraná.