Justiça condena administrador a 11 anos de prisão por fraude em plano de saúde dos Correios

Justiça condena administrador a 11 anos de prisão por fraude em plano de saúde dos Correios

Luís Henrique Barcelos Martins de Oliveira, alvo da Operação Titanium por peculato e lavagem de ativos, também terá de ressarcir R$ 840 mil à ECT por danos, mas ainda pode recorrer da sentença

Luiz Vassallo e Julia Affonso

20 Março 2018 | 15h50

Foto: Hélvio Romero/Estadão

A Justiça Federal condenou Luís Henrique Barcelos Martins de Oliveira a a 11 anos, um mês e 22 dias de reclusão em regime fechado, além do ressarcimento do dano causado à Empresa de Correios e Telégrafo (ECT) no valor de R$ 840 mil, pelos crimes de peculato e lavagem de ativos. O caso é parte de um suposto esquema criminoso na gerência de saúde dos Correios do Rio de Janeiro, que desviou mais de R$ 7 milhões e foi desarticulado com a deflagração da Operação Titanium.

As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação Social do Ministério Público Federal no Rio – Processo n° 0505273-06.2015.4.02.5101

A operação foi deflagrada em 2013 pela Procuradoria e pela Polícia Federal, ‘revelando o esquema criminoso que operou entre agosto de 2011 e abril de 2013’.

A Justiça também condenou o ex-gerente dos Correios Marcos da Silva Esteves a três anos, dez meses e 15 dias de reclusão por lavagem de dinheiro.

Esteves, em sentença de fevereiro de 2017, já havia sido condenado por peculato a 14 anos, 9 meses e 27 dias de reclusão, em regime inicial fechado, e pagamento de multa e ‘ressarcimento do valor subtraído’ – processo nº 0802188-07.2013.4.02.5101

Segundo a Procuradoria, Luís Henrique Barcelos Martins de Oliveira teria desviado valores dos Correios, por meio de pagamentos ilícitos, que teriam beneficiado um hospital, integrante da rede credenciada do plano de saúde.

Os pagamentos foram realizados através de três notas fiscais, com datas de junho de 2011, setembro de 2011 e fevereiro de 2012, e teriam totalizados cerca de R$ 840 mil.

Luís Henrique, segundo a acusação, ’emitiu ainda notas fraudulentas que não correspondiam a serviços prestados’. A Procuradoria sustenta que ele ‘prometeu vantagens indevidas’ ao então gerente dos Correios Marcos da Silva.

Os réus ainda podem recorrer da sentença.

COM A PALAVRA, A DEFESA

A reportagem está tentando localizar a defesa de Luís Henrique Barcelos e a de Marcos da Silva Esteves. O espaço está aberto para manifestação.