Justiça arquiva inquérito contra presidente do Corinthians

Justiça arquiva inquérito contra presidente do Corinthians

Roberto Andrade era acusado de falsidade ideológica, mas juiz do Foro Criminal da Barra Funda encerrou investigação, acolhendo manifestação da Promotoria, por 'inexistência de provas e falta de justa causa'

Mateus Coutinho e Fausto Macedo

20 Março 2017 | 19h50

WS1 SÃO PAULO 26/03/2015 - ENTREVISTA / PRESIDENTE / CORINTHIANS / Entrevista com o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade no Parque São Jorge, na zona leste da capital paulista. FOTO:WERTHER SANTANA/ESTADÃO

O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade no Parque São Jorge, na zona leste da capital paulista. FOTO:WERTHER SANTANA/ESTADÃO

A Justiça de São Paulo arquivou o inquérito policial contra o presidente do Corinthians Roberto de Andrade Souza por suspeita de falsidade ideológica. A decisão acata manifestação do Ministério Público de São Paulo, que alegou ‘inexistência de provas e falta de justa causa’ para oferecer denúncia contra Roberto Andrade.

ARQUIVE-SE

Para o criminalista Daniel Bialski, que defende o presidente do clube, a decisão confirma que a denúncia contra Andrade foi feita por ‘interesses políticos’. “Agora, conjuntamente com o presidente e o corpo jurídico que o auxiliou, estaremos tomando as providências contra os autores de tal falácia”, afirma.

A investigação foi instaurada em outubro de 2016 após uma representação dos advogados Romeu Tuma Júnior e Diogo Francisco Sacramento de Oliveira. Eles alegavam que Roberto Andrade teria assinado uma ata da Assembleia Geral de Cotistas da Arena como presidente do clube antes mesmo de ter sido eleito. Posteriormente, os advogados alegaram ainda que Roberto Andrade também teria assinado um contrato do estacionamento do Itaquerão antes de assumir a presidência do clube.

Para a promotora de Justiça Adriana Ribeiro de Soares, a documentação juntada ao longo da investigação reforça a versão do presidente do clube de que houve erros materiais nos contratos, pois as reuniões da Assembleia de cotistas do clube eram feitas à distância, por meio de ‘calls’ e de trocas de e-mails, que registraram as discussões sobre as minutas dos contratos.

“Ressalto que, ainda que a ata da assembleia e o contrato em discussão tivessem sido assinados pelo averiguado Roberto de Andrade Souza em data anterior a sua posse como presidente do Sport Club Corinthians, o fato seria atípico, porque o negócio jurídico, no caso o contrato, não geraria obrigações para nenhuma das partes”, assinala o juiz Sandro Rafael Barbosa Pacheco, do Foro Central da Barra Funda.

“De mais a mais, não é crível que uma empresa formalizaria um contrato de valor vultoso com alguém que não deteria poderes para tanto, nem procuração, ainda mais em se tratando de fato notório, que prescinde prova”, segue o magistrado.

“Felizmente, como sempre se afirmou, a Justiça reconheceu com o aval do Ministério Público que o presidente do Corinthians não cometeu qualquer crime. A verdade foi colocada em seu devido lugar. Roberto de Andrade sempre agiu e atua com extrema correção no desempenho de suas funções e na sua vida privada”, afirmou o advogado Daniel Bialski.

Para o advogado, “ficou evidenciado que a leviana acusação tinha caráter político”.

 

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