Jungmann confirma Galloro chefe da PF

Jungmann confirma Galloro chefe da PF

Ministro da Segurança Pública, por meio de nota de sua assessoria, divulgou currículo do delegado Rogério Galloro escolhido para suceder Fernando Segovia na cadeira número 1 da Polícia Federal

Carla Araújo e Tânia Monteiro/BRASÍLIA

27 Fevereiro 2018 | 18h55

Rogério Galloro. Foto: Reprodução/TV Estadão

O Ministério Extraordinário da Segurança Pública confirmou há pouco, por meio de nota, que o ministro Raul Jungmann convidou o delegado Rogério Galloro para ser o novo diretor-geral da Polícia Federal. A nota não comenta a demissão e nem as razões do ministro para demitir o delegado Fernando Segovia.
A nota da assessoria de Jungmann distribui ainda um currículo no novo diretor-geral da PF.

Quem é Rogério Galloro, novo chefe da PF

Galloro, que era secretário Nacional de Justiça, do Ministério da Justiça, desde novembro do ano passado, já havia sido cogitado para o cargo e, inclusive, era o preferido do ministro da Justiça Torquato Jardim e também do ex-diretor da PF Leandro Daiello.

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Segundo fontes do Planalto, Jungmann – que já havia trabalhado com Galloro por conta do Ministério da Defesa – pediu ao presidente Michel Temer nesta segunda-feira, 26, para substituir Segovia e lembrou que tinha atuado com Galloro quando ele coordenou as forças da Polícia Federal na segurança da Copa do Mundo FIFA 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos RIO2016.

De acordo com um interlocutor, Temer perguntou qual seria o destino de Segovia e foi informado que o então diretor da PF seria transferido para ser adido da corporação nos Estados Unidos.

Nesta terça, 27. na cerimônia de posse de Jungmann na Segurança, Segovia – que estava na terceira fileira de convidados – depois de um discurso de mais de 30 minutos do ministro, foi um dos puxadores de palmas para Jungmann.

De acordo com auxiliares do presidente, Jungmann argumentou que precisava fazer uma nova composição na pasta recém-criada e pediu aval do presidente. Galloro foi o nome defendido por Torquato na substituição de Leandro Daiello, mas o presidente acabou optando por Segovia. O ministro da Justiça, Torquato Jardim, confirmou ao Broadcast a substituição de Segovia por Garrollo, mas disse apenas que foi “avisado da decisão”.

Após a cerimônia de posse, Temer foi questionado sobre o papel do ministério da Segurança em relação ao comando a Polícia Federal e a possibilidade de atrapalhar o trabalho da operação Lava Jato, e disse que isso “vem sendo tranquilamente levado a adiante”. “Não há um movimento sequer com vistas à interrupção [da operação]”, completou.

O ministério, que foi criado nesta terça-feira, 27, passou a comandar a PF, antes subordinada à Justiça destacou ainda que Galloro é Bacharel em Direito desde 1992 e em MBA pela FGV em Gestão de Políticas de Segurança Pública e Especialização pela UnB em Relações Internacionais.

Galloro é ex-aluno da Universidade de Harvard no Programa Segurança Nacional e Internacional da Harvard Kennedy School. Ele começou sua carreira na Polícia Federal como delegado em 1995 e atuou em unidades de repressão à drogas, à crimes fazendários e de inteligência policial.

O agora novo diretor da PF ocupou inúmeras chefias da PF e por cinco anos foi professor da Academia Nacional de Polícia na cadeira Migração.

Galloro foi também o representante da Polícia Federal junto a ICAO (Organização de Aviação Civil Internacional) em Montreal e coordenou o projeto do Novo Passaporte Brasileiro em 2006.