Juízes alertam que assassinato brutal de Marielle ‘ameaça o Estado de Direito’

Juízes alertam que assassinato brutal de Marielle ‘ameaça o Estado de Direito’

Principal e mais influente entidade da classe, que reúne 14 mil magistrados de todo o país, exige 'apuração imediata' da execução da vereadora do Rio e de seu motorista, Anderson Gomes

Luiz Vassallo e Julia Affonso

15 Março 2018 | 15h45

Foto:Mário Vasconcellos/CMRJ

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), principal e mais influente entidade da toga, manifestou repúdio nesta quinta-feira, 15, pelo assassinato da vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes. Os dois foram mortos na noite desta quarta-feira, 14.

Em nota pública, a AMB – que reúne 14 mil juízes em todo o país, das esferas estadual, federal, trabalhista e militar -, classificou de ‘brutal assassinato’ a execução à bala de Marielle e de Anderson.

Os magistrados alertam que ‘crimes desta natureza ameaçam a vida e o Estado de Direito’.

“Neste momento triste, nos solidarizamos com familiares e amigos das vítimas e ressaltamos que é inadmissível que crimes desta natureza ocorram ameaçando a vida e o Estado de Direito. A AMB exige a apuração imediata dos assassinatos e a punição exemplar de seus responsáveis”, diz a nota, subscrita pelo presidente da entidade, Jayme de Oliveira.