Juiz põe presidente da Câmara no lugar de prefeito preso de Mongaguá

Juiz põe presidente da Câmara no lugar de prefeito preso de Mongaguá

Rodrigo Cardoso Biagioni (PSDB) assume cargo no lugar de Artur Prócida (PSDB), que está em cárcere preventivo após R$ 4.613.610 e mais US$ 216.763 em dinheiro vivo terem sido encontrados pela PF em sua casa em investigação sobre desvio de merenda escolar

Luiz Vassallo

14 Maio 2018 | 19h40

Foto de aproximadamente R$ 4,6 milhões e US$ 217 mil, apreendidos em residência de agente político em Mongaguá/SP. Crédito: PF

O juiz da Vara de Itanhaém Paulo Alexandre Rodrigues Coutinho, determinou liminarmente que o presidente da Câmara de Mongaguá, Rodrigo Cardoso Biagioni, assuma a administração do município após a prisão preventiva do prefeito Artur Prócida (PSDB), detido em flagrante com milhões de dólares e reais em dinheiro vivo na Operação Prato Feito, que mira desvios na merenda escolar.

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O tucano havia sido preso no dia 9 provisoriamente – duração de cinco dias prorrogáveis – após a Polícia Federal encontrar R$ 4.613.610 e mais US$ 216.763 em sua residência. Três dias depois, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Maurício Kato, converteu a prisão em preventiva – por tempo indeterminado.

Dólares apreendidos na casa do prefeito preso de Mongaguá. Foto: PF

Além dele, o vice-prefeito da cidade, Marcio Melo Gomes, também foi afastado pela Justiça Federal de São Paulo. O presidente da Câmara pleiteou na Justiça a assunção interina do cargo.

Ao decidir, o juiz deu conta de que ‘servidores foram vistos, neste sábado, retirando computadores e documentos do prédio da Prefeitura, o que, se efetivamente caracterizado, enseja condutas criminais de ocultação de provas e obstrução da justiça’.

“Assim, tenho por judicioso conceder o writt em maior escala para não somente garantir a assunção do cargo pelo impetrante como, também, requisitar o apoio à Polícia Militar, a fim de que o prédio seja acautelado, impedindo-se, até segunda ordem, a retirada de qualquer pertence”, anotou.

O magistrado ainda determinou ao Comando da Polícia Militar que preste ‘apoio institucional para o fim de acautelar o prédio da Prefeitura de Mongaguá, proibindo-se, até o retorno das atividades rotineiras, na segunda-feira, a retirada de documentos e equipamentos, bem como a presença de quaisquer servidores, salvo os relacionados à atividades de vigilância ou autorizados pelo impetrante’.