Juiz de Senhor do Bonfim decide em versos e rimas quem é o dono da sanfona

Juiz de Senhor do Bonfim decide em versos e rimas quem é o dono da sanfona

Teomar Almeida de Oliveira, da Vara Criminal da 'capital baiana do forró', fez uso de poema para sentenciar e decretar quem fica com o instrumento disputado na Justiça por dois músicos

Redação

27 Março 2018 | 13h23

O juiz Teomar Almeida de Oliveira, da Vara Criminal de Senhor do Bonfim, a ‘capital baiana do forró’ – a 375 quilômetros da capital Salvador -, decidiu em versos e rimas quem é o dono de uma sanfona disputada por dois músicos. ‘Nivaldo, o direito é seu, como fiel depositário/Visto seu opositor não ter provado o contrário’, escreveu o magistrado.

Documento

As informações sobre a sentença-poema foram divulgadas pelo site jurídico Migalhas. Em dez estrofes, Teomar descreveu a demanda insólita dos litigantes pela sanfona que foi apreendida em uma ação de disputa pela posse. O instrumento havia sido roubado três anos antes.

O autor da ação acusou Nivaldo. O magistrado ordenou a apreensão do instrumento enquanto o processo seguia adiante. Ao final da querela, quando exibiu à Justiça documento de comprovação da compra da harmônica, Nivaldo foi declarado seu legítimo dono.

Nesses termos, da lavra do magistrado Teomar:

‘Não sei quem é o proprietário/Mas possuidor do melhor documento (fls 62)/É presumido o signatário/Dono daquele instrumento/Ficando com o direito/De recebê-lo no peito como fiel depositário’

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