Procurador diz não à prisão domiciliar para Eduardo Cunha

Procurador diz não à prisão domiciliar para Eduardo Cunha

Em manifestação ao Supremo Tribunal Federal, procurador diz que mesmo na cadeia da Lava Jato ex-presidente da Câmara intimida empresários e políticos

Julia Affonso e Luiz Vassallo

01 Setembro 2017 | 18h03

Eduardo Cunha. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O procurador-geral da República Rodrigo Janot se manifestou contra o benefício da prisão domiciliar para o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), condenado na Operação Lava Jato a 15 anos e quatro meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em parecer ao Supremo Tribunal Federal sobre pedido da defesa de Cunha para cumprir a pena no aconchego do lar, Janot destacou a ‘periculosidade’ do ex-deputado.

Eduardo Cunha está preso desde outubro de 2016, por ordem do juiz federal Sérgio Moro, que o condenou. O ex-deputado está no Complexo Médico Penal de Pinhais, nos arredores de Curitiba, base da Lava Jato.

Segundo o procurador, mesmo encarcerado, o ex-presidente da Câmara ainda intimida empresários e políticos.

A defesa de Cunha alegou que outro investigado, Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial do presidente Michel Temer, ganhou prisão domiciliar. Loures, conhecido como o homem da mala, foi flagrado em abril com uma mala recheada de 10 mil notas de R$ 50, somando R$ 500 mil em propinas da JBS.

O procurador-geral, no entanto, não aceita a comparação. Para ele, Loures e Cunha são personagens de casos distintos. Ele observou que o ex-assessor de Temer era intermediário de um esquema de corrupção. E Eduardo Cunha, o mandante de um esquema de corrupção.

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