Inquérito 4428

Inquérito 4428

Leia depoimentos e trechos da investigação da Procuradoria-Geral da República que mira o ministro tucano Aloysio Nunes Ferreira, das Relações Exteriores

Fabio Serapião e Renan Truffi/BRASÍLIA

03 Novembro 2017 | 14h09

Senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O Inquérito 4428 mira o ministro tucano Aloysio Nunes Ferreira, das Relações Exteriores. A investigação ganhou um novo capítulo no dia 24 de outubro, quando a procuradora-geral da República Raquel Dodge requereu ao Supremo Tribunal Federal a realização de diligências, inclusive a reinquirição de Aloysio.

Documento

“O senador Aloysio Nunes afirmou em seu depoimento (fis. 81/86) que o coordenador financeiro de sua campanha eleitoral de 2010 era Rubens Rizek. Por isso, o senador deve ser reinquirido para declinar o nome da pessoa que apresentou ao colaborador Carlo Armando, na reuniao em seu comitê eleitoral, para pedir recursos â sua campanha, ja que referida reunião foi confirmada pelo parlamentar em seu depoimento”, assinalou Raquel na petição ao ministro do STJ Gilmar Mendes.

COM A PALAVRA, ALOYSIO

“A procuradora-geral da República Rachel Dodge erra gravemente quando afirma ser ‘incontroverso’ o recebimento de contribuição não declarada da Odebrecht pelo ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, à sua campanha ao Senado, em 2010.”

“Na verdade, os delatores não foram capazes de esclarecer quem pagou, nem onde, nem muito menos quem recebeu os recursos.”

“Ainda conforme relatos dos delatores, a empreiteira nunca condicionou a resolução de problemas envolvendo obras ao pagamento de vantagem indevida ou mesmo a realização de doação eleitoral. Razão pela qual a procuradora-geral julga ser procedente o desmembramento do inquérito que apura irregularidades em contratos do Rodoanel, de São Paulo, por “não haver indícios de situação que justifique a conexão.”

“Por isso, não há que se falar em crime de corrupção, como será comprovado ao final da investigação, que é bem-vinda também para afastar qualquer dúvida quanto à correção da prestação de contas da campanha que, aliás, já foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.”

Assessoria de imprensa do ministro Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores)