Imóveis do grupo de Carlinhos Cachoeira vão a leilão

Imóveis do grupo de Carlinhos Cachoeira vão a leilão

Ao todo, 22 lotes e um barracão localizados em três municípios de Goiás serão colocados a venda até novembro

Mateus Coutinho

16 Outubro 2015 | 16h54

Contraventor é alvo de novas denúncias na Justiça. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Contraventor é alvo de denúncias na Justiça. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A Justiça Federal em Goiás determinou o leilão de 22 lotes e um barracão avaliados em R$ 3 milhões pertencentes ao grupo do contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira e que chegou a ser preso em 2012 na Operação Monte Carlo acusado liderar uma quadrilha de jogos de azar em Goiás e no Distrito Federal. Segundo divulgou a Procuradoria da República em Goiás, os imóveis devem ser alienados em quatro leilões, que serão realizados entre 30 de outubro e 27 de novembro deste ano

A decisão atende ao pedido do Ministério Público Federal em Goiás, que aponta que os imóveis em nome de Adriano Aprígio de Souza, ex-cunhado de Cachoeira, na verdade pertenceriam ao contraventor. Os imóveis estão localizados nos municípios goianos de Anápolis, Caldas Novas e Goiatuba e foram sequestrados pela Justiça em decorrência da Monte Carlo, em 2012.

De acordo com a Procuradoria da República, benfeitorias foram realizadas em diversos imóveis, permitindo que os investigados da Monte Carlo, e que são réus na Justiça Federal, lucrassem sem comunicar à Justiça. Teria sido constatado ainda a sonegação e o repasse incompleto ou falso de informações sobre da situação dos imóveis à Justiça, como forma de ludibriar o juízo quanto ao real valor dos bens e sua capacidade de lucro.


Nos pedidos de alienação antecipada, o MPF demonstrou existir “uma situação de penumbra e má-fé sobre a real situação dos imóveis e sua manutenção, restando claro o modo temerário de gestão do conjunto patrimonial”.

Monte Carlo. Deflagrada em 2012, a operação desmontou uma quadrilha de jogos de azar liderada por Carlinhos Cachoeira, que mantinha contato e teria se beneficiado da relação com autoridades como o ex-senador Demóstenes Torres, que chegou a ser cassado devido ao seu envolvimento com o grupo. Cachoeira é alvo de diversos processos criminais na Justiça e já foi condenado a mais de 39 anos de prisão. Atualmente ele está em liberdade.