“Houve constrangimento, grave ameaça e violência”, reage advogada a juiz que soltou ejaculador

“Houve constrangimento, grave ameaça e violência”, reage advogada a juiz que soltou ejaculador

Veja a íntegra da entrevista da advogada Luiz Eluf

Julia Affonso e Luiz Vassallo

02 Setembro 2017 | 06h15

Passageiros impediram que agressor saísse do veículo Foto: Marianna Holanda/Estadão

A advogada Luiz Eluf é taxativa. “Houve constrangimento, grave ameaça e violência.” Ela se refere à decisão do juiz José Eugênio do Amaral Souza Neto que mandou soltar o ajudante de serviços gerais Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, que ejaculou em uma mulher num ônibus em São Paulo, na terça-feira, 29.

Na decisão, o magistrado afirmou que não viu possibilidade de enquadrá-lo por estupro por não ter havido “constrangimento, tampouco violência ou grave ameaça” no caso. Novais, que havia sido indiciado por estupro, tem histórico de sucessivos crimes sexuais.


“Entendo que não houve o constrangimento, tampouco violência ou grave ameaça, pois a vítima estava sentada em um banco do ônibus, quando foi surpreendida pela ejaculação”, afirmou.

 

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