Gilmar manda investigar mensagens da JBS que falam de ministros do STJ

Gilmar manda investigar mensagens da JBS que falam de ministros do STJ

Em ofício encaminhado nesta sexta-feira, 8, ao ministro da Justiça Torquato Jardim, magistrado do Supremo Tribunal Federal aponta 'graves ilações'

Luiz Vassallo e Julia Affonso

08 Setembro 2017 | 15h40

Gilmar Mendes. Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes enviou ofício ao ministro da Justiça, Torquato Jardim, pedindo para que sejam investigadas mensagens entre a advogada da JBS Renata Gerusa Prado Araújo e o diretor jurídico do Grupo, Francisco Carlos de Assis, em que mencionam tráfico de influência e supostos ‘pagamentos em espécie’ a três ministros do Superior Tribunal de Justiça. As informações sobre as mensagens foram divulgadas pela revista Veja.

Segundo Veja, Gilmar é mencionado como um ministro do Supremo Tribunal Federal com quem seria necessário ‘aparar arestas’ e é citado também como ‘a voz mais ativa’ na Corte contra supostos abusos na Operação Lava Jato.


“Tendo em vista as graves ilações publicadas na Revista Veja, Edição 2547, ano 50, nº 50, datada de 13.9.2017, na matéria intitulada “O que a JBS não contou”, solicito imediata instauração de investigação a respeito das declarações constantes na referida matéria, para que assim fiquem desde logo esclarecidos os fatos e as circunstâncias em que prestadas”, afirma Gilmar, em ofício ao ministro da Justiça.

De acordo com a revista, as mensagens foram levadas ao Ministério Público pelo ex-marido da advogada, Pedro Bettim Jacobi. O empresário teria copiado o conteúdo dos diálogos que considerou comprometedores.

COM A PALAVRA, A J&F

Nenhum dos colaboradores mentiu em qualquer depoimento prestado à Procuradoria-Geral da República e ao Ministério Público Federal. Os colaboradores apresentaram grande número de informações e provas à PGR e em atendimento aos demais ofícios do MPF, que estão sendo tratados dentro dos trâmites legais. Não é possível fornecer detalhes porque a documentação e depoimentos estão sob sigilo.
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