Funaro diz que Temer e Cunha atuaram por grupos privados em MP dos Portos

Funaro diz que Temer e Cunha atuaram por grupos privados em MP dos Portos

Delação do corretor embasa parte do relatório da Polícia Federal sobre o 'quadrilhão' do PMDB da Câmara

Beatriz Bulla e Fabio Serapião, de Brasília

12 Setembro 2017 | 05h00

Temer e Cunha em junho de 2015. FOTO: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO

Em delação que embasou parte do relatório da Polícia Federal sobre o “quadrilhão” do PMDB da Câmara, o corretor Lúcio Funaro afirmou que o presidente Michel Temer e o ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tiveram intensa atuação durante a tramitação da Medida Provisória dos Portos para defender interesses de grupos privados aliados.

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O delator afirmou ainda que a indicação do ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi para a presidência do Porto de Santos, em São Paulo, foi articulada por Temer.

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A delação de Funaro já foi homologada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas permanece em sigilo. O relatório da Polícia Federal e as revelações do operador financeiro devem embasar a segunda denúncia contra o presidente da República que vem sendo preparada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

COM A PALAVRA, MICHEL TEMER

Em nota, o presidente Michel Temer afirmou por meio de assessoria que “não tem relação pessoal com Lúcio Funaro” e que, “se esteve com ele, foi de maneira ocasional e, se o cumprimentou, foi como cumprimenta milhares de pessoas”.

COM A PALAVRA, EDUARDO CUNHA

O advogado Délio Lins e Silva Júnior afirmou que “a defesa nega de forma veemente todas as acusações e prestará os devidos esclarecimentos oportunamente.”